Primeiro firewall de 1 Terabit por segundo é da Fortinet

A Fortinet anuncia a disponibilidade do primeiro firewall para cruzar o limiar de 1 terabit por segundo. Isso é 1 trilhão de bits, ou 1 com 12 zeros depois dele (1.000.000.000.000). Mas por que é necessário agora e por que é importante?

A forma como fazemos negócios mudou e o cenário de ameaças junto com ele. A computação móvel, serviços de nuvem pública e privada, mídia social, a multiplicação de softwares como serviço e Big Data são tendências onde o firewall não pode se tornar um gargalo. O novo FortiGate-5144C é um indicativo de uma grande mudança de centro de dados, e está de fato à frente dessas tendências, servindo de catalisador que acelera essa expansão.

A arquitetura do novo chassi baseado no desempenho não funciona sozinho. O blade de quinta geração de segurança FortiGate-5001D, construído sobre a mais recente ASIC NP6 é o coração desta próxima solução de centro de dados. Isso significa que a maior parte da rede é descarregada com um chipset e política de firewall de aplicação especializada está desimpedida para proporcionar o máximo desempenho.

Juntamente com o novo chassis FG-5144C e lâminas de segurança FG-5001D - duas novas lâminas de controlador Ethernet entregam portas 40GbE (FCTL-5903C) e 100 GbE (FCTL-5913C), respectivamente. Cada componente foi concebido não só para abordar o desempenho, mas a escalabilidade, flexibilidade e resiliência para os requisitos mais exigentes.

As organizações precisam garantir redes limpas, e não apenas para as suas necessidades de dados atuais, mas para a expansão inevitável que terá de realizar em um futuro não muito distante.

Este é um marco na indústria de segurança. Fortinet tem o prazer de liderar a tarefa com a plataforma da série FortiGate 1Tbps 5000.

Fonte: blog.fortinet.com

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DANRESA lança novo site de produtos FortiMail

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A DANRESA Consultoria de Informática, lançou no início de julho de 2014 mais um site na área de segurança da informação, o DANRESA FortiMail (www.danresa.com.br/fortimail), onde apresenta os appliances de segurança de e-mail FortiMail da fabricante Fortinet, líder mundial em appliances UTM.

Os visitantes do site podem acessar as seguintes informações:

  • detalhes técnicos e imagens de todos os modelos FortiMail;
  • demonstração e imagens do software;
  • opções de implantação;
  • características e benefícios;
  • sobre outros produtos Fortinet;
  • acesso ao Blog DANRESA Fortinet;
  • contato para aquisição, implantação e suporte dos aparelhos.

A DANRESA é uma empresa de Consultoria em Informática que se destaca por apoiar a evolução tecnológica de seus clientes, atuando de forma integrada, desenvolvendo soluções completas com serviços e produtos para empresas em todo o Brasil.

Com o novo site, a DANRESA pretende ampliar ainda mais o seu leque de clientes em todo o Brasil no que tange à segurança de e-mail. Pretende repetir o sucesso que vem tendo com o site DANRESA Fortinet (www.danresa.com.br/fortinet) onde apresenta todos os produtos de segurança de rede da  Fortinet: FortiGate, FortiWifi, FortiManager, FortiAp, FortiAnalyzer, etc.

Como representantes da Fortinet no Brasil, a DANRESA  está capacitada a fornecer todo o suporte necessário para o andamento de testes de avaliação e implantação efetiva, conquistando as vantagens e benefícios que os appliances UTM Fortinet oferecem.

A DANRESA comercializa os produtos Fortinet através da instalação de appliances perfeitamente customizados para o ambiente dos clientes, na forma de comodato com suporte e manutenção por todo o período contratado. Além disto, como revenda Fortinet, consegue preços diferenciados, além da facilidade de pagamento em reais no Brasil, contribuindo para a implantação desta importante ferramenta à custos mais competitivos.

O visitante que desejar fazer pedidos dos produtos Fortinet poderá ligar no telefone (11) 4452-6450 ou e-mail: comercial@danresa.com.br.

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A DANRESA lança a nova versão do seu Sistema de Service Desk

O Sistema Service Desk DANRESA 2.0 é uma ferramenta de gerenciamento de incidentes baseada nas práticas do ITIL, que proporciona melhor experiência de usuário, com excelentes recursos de usabilidade e produtividade de forma mais simples, prática e intuitiva.

O projeto de reestruturação do sistema service desk DANRESA, denominado SERVICE DESK DANRESA 2.0, teve como objetivo tornar a ferramenta mais simples, prática, intuitiva, para o usuário final, oferecendo recursos sofisticados de usabilidade, atendendo às sugestões enviadas pelos clientes do sistema, transformando conhecimento e tecnologias em soluções de negócios alinhados com as estratégias da DANRESA e de seus clientes.

Hoje são mais de 50.000 usuários ativos representados por mais de 80 empresas diferentes que utilizam o sistema simultaneamente que contribuiram com ideias, sugestões, experiências.

A Fábrica de Software da DANRESA executou o projeto de reestruturação, média de 3.000 horas de projeto, envolvendo levantamento com os usuários, análise e especificação dos requisitos funcionais, desenvolvimento, planos de testes e finalmente a implantação, que ocorreu sexta-feira, 14 de junho de 2013 às 18:30h.

Após a implantação foi iniciado o suporte pós-go live e a transição para o novo sistema ocorreu de forma transparente para os mais de 50.000 usuários do sistema.

Mais um projeto de grande sucesso executado pela DANRESA Consultoria de Informática que traz benefícios estratégicos para as equipes de suporte da DANRESA Consultoria de Informática e para seus clientes.

O Acesso ao sistema pode ser feito através da URL

http://www.danresa.com.br/servicedesk

O Manual completo do Sistema Service Desk DANRESA 2.0 pode ser consultado online no BLOG do Sistema através da URL

http://www.servicedeskdanresa.com.br/blog-servicedesk-online/

Confira um resumo das melhorias implementadas no sistema Service Desk DANRESA 2.0

O sistema Service Desk DANRESA 2.0 permite uma melhor experiência de uso do sistema para os usuários – usabilidade.

Quando falamos em usabilidade estamos apresentando uma nova forma de utilizar o sistema, que deve ser simples e ao mesmo tempo fornecer rapidamente todos os acessos aos recursos de trabalho da rotina diária.

Após o usuário efetuar login no sistema Service Desk 2.0, a tela principal do sistema deverá ser apresentada.

Layout inovador para sistemas web em forma de Office – Menu Ribbon com melhor aproveitamento da área de trabalho para as telas / páginas do sistema, com redimensionamento automático de todo o layout da tela de acordo com a definição do monitor.

O Menu Ribbon expansível permite mostrar / esconder o menu melhorando o aproveitamento da área de trabalho

Menu focado em regras de negócio: O menu ribbon apresenta funcionalidades ligadas diretamente ao uso das telas, com barras de tarefas, teclas de atalhos, ícones funcionais relacionados a tarefas na tela ativa, pesquisas rápidas, indicadores de tarefas e atividades que auxiliam na tomada de decisão. O usuário não precisa navegar em inúmera telas para desempenhar suas atividades, tornando as tarefas produtivas, simples e rápidas.

Tela inicial após o login no sistema.

Tela inicial após o login no sistema.

A tela principal está estruturada da seguinte forma:

  • Topo
  • Menu Principal
  • Área de Trabalho

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Topo do Sistema Service Desk DANRESA

O Topo do sistema identifica o usuário logado e permite efetuar o logout (sair) quando necessário.

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Menu principal do Sistema Service Desk DANRESA.

O Menu Principal apresenta os recursos do sistema por módulo funcional em forma de Ribbon, similar aos menus do aplicativos Office.

Para acessar cada módulo clique no título (link) referente ao que deseja acessar.

Cada módulo contém os recursos e/ou telas disponíveis referentes ao tema a que se refere: configuracoes-menu-service-desk

Para acessar o recurso desejado clique no ícone que representa a função ou recurso. icones-menu-sistema-service-desk-danresa

Há ícones que representam telas do sistema e há ícones que representam ações em telas carregadas no sistema:

novo-incidente-icone-service-desk Ícone que carrega a tela de incidente para o preenchimento de um Novo Incidente.

salvar-icone-service-desk Ícone que grava um Incidente quando a tela de Incidentes está carregada e em modo de edição.

Dependendo da tela carregada na área de trabalho alguns ícones podem estar disponíveis – habilitados – ou não disponíveis – desabilitados.

Ícones habilitados sempre estão coloridos e realçados: salvar-icone-service-desk

Ícones desabilitados sempre estão opacos e sem cor: salvar-desab-service-desk

Alguns recursos de sistema como buscas, ou itens de seleção devem ter um preenchimento prévio ou seleção prévia para o carregamento da tela na área de trabalho.

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Enquanto uma tela estiver carregada na área de trabalho é possível navegar pelos módulos do sistema se perder a tela.

A Área de Trabalho é o espaço onde as telas e recursos do sistema são apresentados.

Todo o sistema se adequa a resolução de monitor configurada, expandindo a estrutura para aproveitar melhor o espaço disponível. No entanto a resolução mínima para o sistema é a de 1024 x 768. Resoluções menores que esta tendem a sobrepor as estruturas da tela.

Por padrão o sistema apresenta a tela de Incidentes do módulo Incidentes quando efetuado o login.

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Fortinet® lança a segunda geração do FortiASIC-SoC2

Novo sistema oferece alto desempenho e poder de processamento de alto custo-benefício para appliances FortiGate
A Fortinet® (NASDAQ: FTNT) – líder mundial em segurança de rede de alto desempenho – lança a segunda geração do FortiASIC -SoC2. O upgrade irá proporcionar uma sensível melhora de desempenho de segurança de redes aceleradas por hardware para appliances da suíte FortiGate. A arquitetura SoC combina o poder do processamento para uso geral e a tecnologia personalizada ASIC em um único chip, simplificando o design do aparelho e ao mesmo tempo oferecendo um desempenho líder da indústria. O FortiASIC-SoC2 é o primeiro de uma série de FortiASICs personalizados que a Fortinet pretende lançar nos próximos meses, oferecendo um desempenho de segurança para a classe empresarial com design mais simples para redes menores.
O FortiASIC -SoC2 fornece mais que o dobro da capacidade de processamento geral de seu antecessor, o FortiASIC -SoC, que a Fortinet lançou com a família de produtos FortiGate e FortiWiFi em 2010 -. Os avanços arquitetônicos do FortiASIC-SoC2 incluem 109 milhões de transistores e o uso de tecnologias mais avançadas de semicondutores, além do design simplificado. Este novo pacote FortiASIC permite appliances desktop em altos níveis de IPSec, além da aceleração SSL de hardware para otimização de proteção e desempenho.
“Nossa equipe de engenharia ASIC se baseou nos sucessos anteriores para desenvolver um desempenho inovador com sistemas Fortinet“, diz Michael Xie, fundador, CTO e vice-presidente de engenharia da Fortinet. “Ao aumentar a capacidade de processamento, potencializar a tecnologia de integração do nosso processador de rede (NP) e do processador de conteúdo (CP) FortiASICs, antecipamos que o FortiASIC-SoC2 oferecerá grandes avanços na função e no desempenho, com uma melhora de mais de 10 vezes na transferência da criptografia. Estamos ansiosos para a implementação desse novo FortiASIC nos modelos de próxima geração do FortiGate e outros produtos Fortinet“.
O FortiASIC-SoC2 já está sendo projetado nos novos appliances Fortinet.
SIte de Produtos Fortinet

Fortinet ® ganha Avaliação ADVANCED+ da AV-Comparatives

fonte: http://www.segs.com.br

Solução de segurança endpoint ganha prêmio com base na detecção de softwares maliciosos e baixa taxa de falsos positivos

 A Fortinet® (NASDAQ: FTNT) – líder mundial em segurança de rede de alto desempenho – anunciou que a empresa foi classificada como ADVANCED+ no teste de detecção de softwares maliciosos da AV-Comparatives, ganhando uma pontuação de 99,2% (em um total de 100%).
A equipe do AV-Comparatives testou as capacidades do antivírus Fortinet para detecção de malware e de falsos positivos juntamente com outras 20 soluções endpoint de segurança de vários países. Os participantes foram premiados de acordo com as classificações Advanced+, Advanced e Standard.  Os vencedores da categoria Standard foram considerados bons produtos que alcançaram uma pontuação boa/regular; vencedores Advanced foram considerados “muito bons” e os vencedores Advanced + atingiram uma pontuação “excelente”.
A tecnologia antivirus Fortinet é parte do conjunto de serviços de segurança desenvolvido pela  equipe de pesquisa da FortiGuard Labs que oferece avançada proteção  contra ameaças de malware para uma ampla gama de produtos da Fortinet, incluindo FortiGate ®, ™ FortiWeb™, FortiMail®, FortiCarrier ™, FortiCache ™ e produtos FortiClient®.
“Estamos muito satisfeitos em saber que a tecnologia antivírus da Fortinet foi reconhecida por uma organização tão bem conceituada”, disse Patrick Bedwell, vice-presidente de marketing de produtos da Fortinet . “A AV-Comparatives confirmou o compromisso da nossa equipe de pesquisa FortiGuard, que é proporcionar aos nossos clientes uma tecnologia de ponta que ajuda a protegê-los das mais avançadas e persistentes ameaças de rede. Juntamente com as melhorias no FortiOS 5.0 e no FortiClient 5.0 anunciadas na semana passada, esta classificação demonstra o nosso foco contínuo em oferecer as soluções mais inovadoras para atender às preocupações de nossos clientes”.
Fortinet FortiGate

Para CIOs, nuvem é atraente mas telecom inibe adoção no Brasil

Executivos que participam da IT Leaders Conference 2012 disseram que já percebem os ganhos do modelo, embora reconheçam que os contratos precisam de ajuste fino.

Edileuza Soares

A nuvem é considerada atrativa para CIOs que estão participando da IT Leaders 2012 Conference pela sua flexibilidade e possibilidade de contratação rápida dos recursos de TI. Entretanto, alguns apontam que problemas com a infraestrutura de telecomunicações são uma barreira para acelera a adesão desse modelo no País.

Os executivos tiveram oportunidade de discutir o tema durante um debate realizado na tarde desta quarta-feira (23/05) sobre “Technology Upadate”, comandado pelo analista da IDC, Anderson Figueiredo, que apresentou o cenário do Brasil nesse movimento e fez comparações sobre o jeito das empresas do país de contratar aplicações em nuvem. As soluções mais procuradas são software.

“Fomos para nuvem e estamos trazendo nossa aplicação para casa por causa de lentidão na conectividade”, revela Aníbal Mendes, CIO da Scopel Desenvolvimento. A sua companhia colocou há um ano e meio na cloud duas aplicações: RH e gerenciamento de projeto.

Agora a Scopel está tirando da nuvem apenas a aplicação de gerenciamento de projeto. “Tivemos benefícios com a nuvem. O maior deles foi a implementação do software em apenas 90 dias”, contabiliza Mendes, lamentando as dificuldades que o Brasil enfrenta com conectividade em algumas regiões.

O CIO da Tavex, Alberto Henry Riff, avaliou a migração do e-mail de 1,8 mil usuários para a nuvem, mas decidiu manter a aplicação dentro de casa por causa dos custos dos links de telecomunicações.

“Os preços que nossas filiais do México, Espanha e Marrocos pagam pela conectividade são muito mais baixos que os praticados no Brasil”, reclama o executivo, que apontando ainda a limitação das taxas de velocidade do País, também menor do que as contratadas pela companhia em outros mercados.

Riff observa que os grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiros estão bem atendidos de infraestrutura de comunicações, mas que em outras regiões o serviço é ainda é precário, o que encarece os custos.

Cuidados para não perder o trem

Figueiredo concorda que a infraestrutura de telecomunicações no Brasil é uma barreira para o avanço de cloud computing, mas ele acredita que esse cenário deverá mudar com Copa do Mundo e Olimpíadas. Esses grandes eventos vão obrigar o País a ampliar os serviços de comunicações.

“Telecomunicações é um problema verdadeiro para nuvem, mas os CIOs precisam tomar cuidado para não transformar esse argumento em um amuleto”, adverte o analista da IDC, afirmando que as empresas não terão como ficar de fora dessa tendência, que não é mais modismo.

Na avaliação do analista, o Brasil já passou da fase de educação sobre cloud. “Os CIOs brasileiros estão comprando cloud e entendem o conceito. Mas eles têm dificuldades para justificar os custos desse serviço para as áreas de negócios”, constata Figueiredo. Isso ocorre, segundo ele, em razão de os provedores ainda não conseguirem mostrar com exatidão o ROI (retorno do investimento) da nuvem aos compradores.

Figueiredo diz que os contratos ainda precisam de ajuste fino, etapa que já foi vencida em mercado onde cloud computing está mais madura como é o caso dos Estados Unidos.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/especiais/2012/05/24/para-cios-nuvem-e-atraente-mas-telecom-inibe-adocao-no-brasil/

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A DANRESA  Consultoria de Informática oferece soluções de Virtualização e nuvem:

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Seis dicas para estimular a inovação em TI

Consultoria ensina como os CIOs podem eliminar focos contaminadores que brecam as boas ideias e se tornarem inspiradores dessa cultura na empresa.

Edileuza Soares

Saber como colocar a inovação em prática e eliminar os fatores que impedem que essa cultura se espalhe pelo departamento de TI e para outras áreas da empresa. Esse foi o desafio colocado para os CIOs no primeiro dia da IT Leaders Conference 2012, que abriu ontem (23/05) e se estende até domingo, em Arraial D`Ajuda, na cidade de Porto Seguro (BA), promovida pela Computerworld.

Em um workshop conduzido por Christina Luna, consultora da Eagle Fligth, empresa canadense de treinamento e desenvolvimento de programas para mudanças, os CIOs tiveram oportunidade de avaliar o quanto estão próximos ou distante da inovação.

Por meio de jogos que obrigaram os executivos a colocar sua criatividade em prática, Christina mostrou que a inovação é um efeito multiplicador que traz resultados para a companhia e que a TI tem de buscá-la o tempo todo.

“Inovar é descobrir novas abordagens para uma situação que já existe. É tornar algo melhor, fazendo diferente”, define a consultora. Ela chama atenção de que para desenvolver a inovação não basta apenas acordar com uma boa ideia e ter boas ferramentas nas mãos.

O CIO tem de saber como criar um ambiente adequado para incentivar sua equipe a ter a cultura de inovação e espalhá-la pelo seu departamento e companhia para trazer resultados aos negócios. A consultora sintetiza que inovação é um feito multiplicador de resultados e quanto mais a TI praticá-la, mais dinheiro e riqueza poderá trazer para a organização.

Contaminadores da inovação

A consultora da Eagle Flight avalia que a TI é muito amarrada a processos e recomenda que o CIO saia da caixa, ou seja, de seu mundo pensante para inspirar outras pessoas na geração de ideias. Ela lembra que inovação é apenas 10% inspiração e os que os outros 90% são transpiração, sinanlizando que é preciso arregaças as mangas e trabalhar.

O CIO é chamado para liderar projetos de inovação e ele tem que desenvolver competência para lidar com esse tema. “Se a inovação não é a sua missão, ele ficará atendendo apenas aos requisitos operacionais”, adverte Christina.

Christina enumera cinco contaminadores da inovação que precisam ser vencidos pelos gestores de TI. São eles: crítica às novas ideias; medo de falhar; adoção de metodologia antiga; ideias preconcebidas e apatia ao novo.

Ela considera que a geração Y pode ser uma aliada nos processos de inovação, pois é cheia de ideias que podem ser aproveitadas. Mas os CIOs têm de saber como conduzir esses jovens, sem tentar moldá-los para não bloquear a criatividade deles.

Visão dos CIOs

CIOs reconhecem que por serem orientados a processos, às vezes têm dificuldade para colocar a criatividade em prática e buscar instrumentos para estimular sua equipe na geração de novas ideias.

“Acho que os contaminadores da inovação somos nós mesmos”, diz o CIO Jens Hoffmann, da ZF do Brasil, admitindo que precisa encontrar equilíbrio entre criatividade e assuntos do dia a dia. O lado bom, segundo ele, é que nem sempre inovar significa fazer novos investimentos.

Na avaliação de Fernando Birman, CIO da Rhodia, a TI ainda tem dificuldade em lidar com a inovação porque fica imersa tentando apagar os incêndios do dia a dia. “O desafio é ser flexível, zelar pela segurança da empresa e não matar as boas ideias da equipe”, diz.

“Hoje o CIO tem o papel de trazer soluções e inovações para contribuir com os resultados da empresa”, afirma Marcos Roberto Pasin, CIO da BN Construções. Ele reconhece que o gestor dos novos tempos tem que ser menos técnico e mais antenado aos negócios para transformar a TI de centro de custos em área de inovação.

Luiz Felipe, Fuhrmeister, CIO da Santa Casa de Porto Alegre, conta que a TI se esforça para praticar a inovação, mas se esbarra muito no que a consultora Christina chama de ideias preconcebidas. “É difícil convencer as pessoas a mudarem. Como vou convencer alguém que está próximo de se aposentar a fazer diferente algo fez a vida inteira de determinado jeito?”, questiona.

Confira a seguir sete dicas da Eagle Flight para estimular inovação:

1- Escolha algo que você queira mudar ou melhorar na sua empresa e defina o benefício real da transformação

2- Use a técnica de geração de ideias com sua equipe, fazendo brainstoring

3- Identifique prós e contras sobre as novas ideias

4- Resolva os contras

5- Eleja um padrinho/mentor para monitorar o processo de mudança escolhido

6- Crie um plano de ação. Distribua as tarefas, identifique os recursos necessários e estabelece prazos para o eu processo de mudança.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/especiais/2012/05/24/seis-dicas-para-estimular-a-inovacao-em-ti/

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Por que os pequenos negócios devem virtualizar?

Conheça seis razões para que empresas de porte menor invistam na tecnologia para impulsionar crescimento.

Paul Mah, da CIO.com

A virtualização de servidores está na pauta das empresas há pelo menos dez anos e mesmo que questões como armazenamento ainda causem dor de cabeça para a TI, as vantagens da tecnologia são reais e elas valem até mesmo para as pequenas companhias, que podem encontrar na plataforma vantagem competitiva. A seguir, seis motivos para esse nicho apostar na virtualização.

1. Aumentar a eficiência do servidor
A razão tradicional e mais atraente para a implementação de servidores virtualizados é fazer uso mais eficiente dos recursos computacionais no que diz respeito a ciclos de processamento e memória RAM. Além da redução dos custos de energia e refrigeração, empresas de pequeno e médio portes podem reduzir as despesas de capital já que menos servidores físicos são comprados para substituir um número maior de máquinas ociosas.

Implementar servidores virtuais é uma forma simples para reunir em um host físico muitas máquinas virtuais (VMs). Ainda assim, mesmo que a virtualização de servidores possibilite diversos benefícios, ela não livra a TI das tarefas administrativas necessárias para gerenciamento de servidores físicos.

De fato, o gerenciamento da virtualização é ainda mais desafiador devido à facilidade com que as máquinas virtuais podem ser criadas. Além disso, é preciso monitorar o tráfego entre as máquinas virtuais na rede e identificar gargalos de performance.

2. Melhorar os esforços de recuperação de desastres

A recuperação de desastres é a capacidade de restabelecer tarefas ao seu estado natural após um desastre. Como é possível imaginar, o backup de uma infraestrutura totalmente virtualizada faz cópias de imagens de máquinas virtuais e é um processo muito mais simples quando comparado à tarefa tradicional.

Além disso, o processo consome apenas uma parte do equipamento original para hospedar uma infraestrutura inteira, usando virtualização. Isso significa que para empresas menores, que não contam com grandes orçamentos de TI, é possível comprar um pequeno número de servidores. Em caso de desastres, esses equipamentos podem ser realocados, se necessário, e configurados com a última versão da máquina virtual, uma movimentação que é mais rápida do que a de muitos fornecedores de TI.

Obviamente, o fato de que mesmo a maior infraestrutura de empresas de pequeno e médio portes pode ser consolidada dentro de algumas unidades de disco rígido, esse cenário tem implicações na segurança. Por exemplo, existe o risco de máquinas virtuais serem perdidas por um erro humano.

Com isso em mente, usar a virtualização como um meio de recuperação de desastres requer planejamento. Cuidados devem ser tomados para elaborar os processos e procedimentos adequados de segurança. A responsabilidade pela guarda de máquinas virtuais deve ser claramente definida.

3. Ampliar a estratégia de continuidade de negócios

Continuidade de negócios é diferente de recuperação de desastres, já que seu objetivo é atingir zero ou o mínimo de interrupções das operações. Sabendo que a fonte mais comum de falha no data center é a do hardware do servidor, esse é o lugar em que um recurso de virtualização de servidor, chamado migração em tempo real, deve entrar para ajudar a preservar a continuidade dos negócios, eliminando o tempo de inatividade.

Usando a migração em tempo real, os administradores são capazes de facilmente mover máquinas virtuais em tempo real entre os hosts do servidor físico. Esse tipo de migração acontece por meio da sincronização do disco e da memória em segundo plano entre dois servidores físicos.

A migração em tempo real pode facilitar a manutenção do servidor ou a atualização do hardware sem que seja necessário agendar qualquer parada para manutenção.

Embora a virtualização fortaleça a continuidade dos negócios, não faz milagres em caso de inundações ou incêndios. A implementação de failover [outro blade entra em cena automaticamente para ocupar o lugar de uma placa problemática] é, em muitos casos, cara para a maioria das pequenas e médias empresas, enquanto isso, a migração em tempo real somente exige a presença de uma rede Gigabit Ethernet [ou superior] para funcionar.

4. Aditivar desenvolvimento de software
Se sua empresa trabalha com desenvolvimento de software, a virtualização proporciona a oportunidade de reduzir custos, eliminando a necessidade de desembolsar grandes quantias de dinheiro para adquirir hardware adicional. Médias empresas também se beneficiam. Isso porque as equipes de desenvolvimento economizam tempo por não ter de suportar o longo processo de requisição de novos servidores.

O desenvolvimento de aplicações que não são sensíveis à latência também pode ser feito em versões desktop do software de virtualização, também conhecido como Hypervisor Tipo 2. Esses são tipicamente mais baratos e também oferecem capacidades adaptadas para uma melhor experiência de desktop. Alguns dos tipos mais populares do Type 2 hypervisor são o Oracle VM VirtualBox [código aberto] e VMware Workstation para Windows, bem como o VMware Fusion e Parallels para Mac.

5. Facilitar o teste das atualizações e patches de segurança

A virtualização torna trivial a tarefa de testar novas atualizações de software ou patches de segurança antes da implementação dos sistemas. Além disso, as equipes de desenvolvimento internas poderão testar aplicações n-tier [desenvolvidas em várias camadas] lógicas em uma réplica virtual da infraestrutura atual para testar problemas decorrentes de interações inesperadas entre os vários componentes.

6. Tirar proveito da virtualização de desktop

Uma modalidade cada vez mais popular de virtualização é a de clients, o que implica rodar o ambiente desktop inteiro dentro de um servidor centralizado. Como todo o processamento é feito no servidor, dispositivos clients são tipicamente thin clients que servem como um nó de extremidade para conectar periféricos como teclado, mouse, um monitor, conectores de áudio e até mesmo portas USB por meio da rede LAN.

Embora haja semelhanças entre virtualização de servidores e de desktop em infraestrutura básica necessária, as empresas não devem cometer o erro de misturá-los porque os objetivos são diferentes e as considerações técnicas também. O termo Virtualization Desktop Infrastructure ou VDI é usado para descrever componentes de hardware e de software necessários para suportar uma implementação de virtualização de desktop.

Ingressar nesse universo requer uma análise detalhada dos fornecedores da tecnologia para que a implementação não se torne uma frustração para as empresas.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br

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E se você pudesse mudar o mundo? Com TI, dá

Tecnologia da Informação permite que empresas e governos saiam do campo da imaginação e viabilizem melhorias em diversos setores da economia por uma sociedade melhor.

Déborah Oliveira, da Computerworld

 

A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta: até 2050 dois terços da população mundial viverão nos grandes centros. São Paulo e Rio de Janeiro estão na lista das 30 cidades com maior contingente populacional, que somará mais de 9 bilhões.

Os números assustam e mostram que virá uma série de desafios. Para onde vai o lixo gerado? Haverá comida e água para todos? A infraestrutura das cidades vai comportar essa massa? E o sistema de saúde e de educação? Essas são apenas algumas perguntas que acionam o alerta vermelho indicando a necessidade de construir um futuro melhor a partir de agora. Foi dada a largada!

Nos últimos anos, avanços foram observados em diversos setores da economia, como saúde, infraestrutura, saneamento e educação, especialmente nos países mais desenvolvidos. Mas ainda há um longo caminho pela frente para garantir excelência aos cidadãos e possibilitar crescimento sustentável em escala global.

Nesse cenário, a tecnologia da informação (TI) surge como protagonista. Ela pode sanar problemas reais da sociedade e revolucionar a vida das pessoas, apontam especialistas do setor. Mas sozinha não é capaz de mudar nações. É preciso aliar criatividade e inteligência. “TI não apenas transforma o mundo, como também abre novas perspectivas e amplia o leque de oportunidades”, resume Pedro Bicudo, sócio-diretor da consultoria TGT Consult.

Bruno Arrial dos Anjos, analista sênior de Mercado da Frost & Sullivan, explica de que forma uma nação aproveita as oportunidades que TI traz. São três estágios. O primeiro é o acesso, depois vem o uso, e, por último, a colheita dos  frutos. “De acordo com relatório do Banco Mundial, o Brasil está na 56ª posição entre 138 países em acesso à TI. Quando o tópico é uso, o País cai para o 110º lugar. Há muito que ser feito”, reconhece.

Segundo ele, o ponto nevrálgico para mudar o panorama é apostar em gestão. “Planejar o futuro das cidades é o caminho que deve ser seguido. O que vivemos hoje é fruto de anos e anos de ações não planejadas. TI é alavanca.” No País, a criação de um polo regional tecnológico aceleraria os passos para melhorias em diversas áreas formando um ciclo virtuoso, acrescenta.

E explica. “Se o Brasil construir data centers, será referência em terceirização de TI e cloud computing, fortalecerá a economia e levará empresas de telecom a aperfeiçoar a qualidade de rede, aprimorar a energia e a sustentabilidade etc. Isso beneficia toda a região, atrai investimentos e promove melhorias.” Índia e Malásia já implementaram essa estratégia, completa.

Outro benefício dessa atividade, destaca, é o investimento em educação e pesquisa para formar recursos humanos qualificados. Marcos regulatórios também fazem parte do quadro para fomentar a cadeia de valor.
Já Bicudo acredita que o governo tem papel fundamental na corrida rumo a um mundo melhor e deve tratar tecnologia como um bem disponível para todos, independentemente da classe social. “TI ainda é vista como luxo, algo muito caro. É necessário inverter esse pensamento”, diz.

No entanto, Arrial dos Anjos acredita que esse quadro está mudando e a TI passando a fazer parte da agenda pública. Em solo nacional, ele cita como exemplo Minas Gerais, que centralizou a administração do governo estadual em uma cidade digital para modernizar a gestão pública, aumentar a eficiência dos serviços prestados e atender a mais pessoas em menos tempo, contemplando requisitos de qualidade.

“Tecnologia da informação é reconhecida como estratégica para vários governos ampliarem competitividade e é considerada tão vital quanto energia e telecomunicações”, opina. “Competitividade gera crescimento econômico, que, por sua vez, amplia a qualidade de vida”, completa.

A movimentação do governo cresceu, diz Fernando Faria, diretor de Soluções de Governo, Saúde e Educação da Oracle para a América Latina, porque setores como finanças, varejo e telecomunicação têm implementado tecnologias para se transformarem nos últimos dez anos e estão mais maduros. “Hoje, o cidadão demanda mudanças na forma como se relaciona com os órgãos públicos e o governo tem percebido que TI é aliada na promoção de transparência e eficácia”, aponta.

A indústria está em linha. Segundo ele, a Oracle tem uma abordagem chamada e-Government, conjunto de iniciativas para o setor público, que busca mudar a interação entre governo, empresas e cidadão. “Temos nos preocupado em ajudar o setor público a aprimorar essa relação e torná-la mais inteligente. A vertical é importante agente transformador”, assinala.

Um governo que conseguiu mudar a interação com ajuda da Oracle, diz, foi o de Nova York. Há nove anos, a cidade passou a contar com um telefone único para atendimento ao cidadão, o 311, e vem aprimorando serviços diversos. “O modelo foi expandido para Madrid e estamos começando a discuti-lo no Brasil, que deverá, por meio da tecnologia, fazer com que solicitações sejam mais rápidas, evitando ainda o deslocamento para resolver questões com o setor público e diminuir gargalos”, afirma.

Na opinião de Faria, o investimento em cidades é ponto central para mudar a forma como as pessoas vivem e trabalham hoje e a estratégia da Oracle está apoiada nessa máxima. “Temos atuado na modernização de portos, aeroportos e ferrovias e na mobilidade para reduzir deslocamentos desnecessários”, detalha. “Por exemplo, serviços públicos realizados em casa podem diminuir em 35% o tráfego em cidades. Comprovamos a partir de iniciativas em outros países”, completa.

Metrópoles à beira do caos? 
“Cidade tem pontos de lentidão e mais de 200 quilômetros de congestionamento.” Nos grandes centros, não é raro ouvir notícias como essas, somente em São Paulo o congestionamento gera custo anual de 35 bilhões de reais, segundo projeções da IBM. As cidades consomem 75% da energia mundial e são responsáveis por mais de 80% das emissões de dióxido de carbono e 95% despejam esgoto não tratado em rios, lagoas e oceanos. E com as previsões da ONU sobre a mudança da população do campo para as metrópoles o quadro deverá ser pior.

Por outro lado, as nações têm mostrado foco na melhoria da infraestrutura, incluindo ainda malhas rodoviárias, ferroviária, portuária, aérea, ampliação do acesso a banda larga, internet, estrutura de saúde etc. No Brasil, a Copa, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, têm impulsionado as ações.

Relatório recente da Ericsson em conjunto com a consultoria de gestão Arthur D. Little intitulado “Índice de Cidades com Sociedades Conectadas da Ericsson” avalia as 25 das maiores cidades do mundo de acordo com a habilidade de transformar Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) em benefícios sociais, econômicos e ambientais em diferentes áreas como saúde, educação, economia, meio ambiente, eficiência e melhoria na interação com cidadãos.

A conclusão é que as três cidades com melhor desempenho são Seul, Cingapura e Estocolmo. Cingapura, por exemplo, está impulsionando a inovação em saúde digital, e é pioneira na gestão de congestionamentos de trânsito. Enquanto isso, Seul utiliza TIC para realizar iniciativas ecológicas e de alta tecnologia, aponta o documento.

Na lista, São Paulo e Nova Déli são citadas como as que contam com iniciativas para reduzir desigualdade socioeconômica. A cidade paulista, 15ª colocada no ranking, tem trabalhado, por exemplo, em programas de inclusão digital. Já na indiana, a população foi beneficiada ao poder realizar transações financeiras de baixo valor por meio de telefones celulares.

“As cidades bem-sucedidas têm excelente desempenho ao atrair ideias, capital e pessoas capacitadas. Isso requer progresso econômico constante, bem como em contexto social e ambiental”, afirma Patrik Regardh, do Laboratório da Sociedade Conectada da Ericsson. Segundo Erik Almqvist, diretor do Arthur D. Little, à medida que as pessoas têm necessidades básicas atendidas, a atenção se volta para vida equilibrada, boas instalações de transporte, saúde e ambiente limpo.

Dados da consultoria IDC apontam que, em 2011, os investimentos em tecnologia para o desenvolvimento em cidades inteligentes, conceito que usa a TI para facilitar e automatizar a interação entre cidadão e o governo, movimentou 34 bilhões de dólares em todo o mundo. Esse montante, segundo a consultoria, deverá saltar 18% ao ano até 2014, quando somará 57 bilhões de dólares.

A IBM trabalha nesse contexto nos últimos três anos. Mas desde sua existência contribuiu para mudar a vida das pessoas, quando, por exemplo, criou há 30 anos o primeiro computador pessoal, afirma Pedro Almeida, diretor de Cidades Inteligentes da IBM Brasil. Cidades inteligentes é tema estratégico na companhia e a receita desse setor, globalmente, deve chegar a 10 bilhões de dólares até 2015.

“Empunhamos essa bandeira e em 2010 criamos uma divisão no Brasil para cuidar do assunto. A área está focada em quatro pilares: segurança, transporte, infraestrutura e energia e estamos ingressando em saúde e educação”, diz Almeida. Boas práticas com outras nações estão sendo trocadas para que possam ser replicadas por aqui.

Na opinião dele, uma cidade ideal é aquela que tem capacidade de gestão e pode pensar de forma antecipada. “Ferramentas analíticas ajudam nesse sentido”, indica. No Brasil, ele aponta que segurança, transporte e educação são áreas críticas que precisam de mudanças urgentes.

Arrial dos Anjos acredita que Business Analytics (BA) vai ser cada vez mais usado nos próximos anos, coletará dados de pessoas em todo o mundo e será caminho para eliminar desafios diversos. “As informações ajudariam a melhorar ruas e tráfego”, afirma. Tecnologias de coleta de dados vão gerar bilhões de informações sobre o fluxo de pessoas, veículos e necessidades das metrópoles. Em alguns anos, entender o que acontece com a população e dar início a iniciativas de melhoria estará a um clique. “O grande atrativo de TI é que ela possibilita eficiência”, completa.

Recentemente, o Rio de Janeiro deu um importante passo rumo à construção de uma cidade inteligente. Trata-se do Centro de Operações, projeto desenvolvido pela IBM que demandou investimentos da ordem de 11 milhões de reais. O local foi preparado para detectar e administrar situações de emergência, como chuvas intensas que podem causar alagamentos. Auxiliará ainda na gestão dos grandes eventos que o Rio de Janeiro sediará, Copa do Mundo e Olimpíadas.

Outro exemplo, diz Almeida, é o controle dos ônibus de Salvador. O Grupo Evangelista, responsável por 35% da frota da cidade, implementou sistema de inteligência de negócios com tecnologia IBM para monitorar em tempo real os veículos. O sistema permite que o Grupo desenvolva rotas mais eficientes do ponto de vista de uso de combustível e ajude nas tomadas de decisão.

A IBM também busca despertar nas pessoas a vontade de construir um futuro melhor, afirma o executivo. O SmartCamp, que reúne empreendedores, investidores e mentores do mundo todo, tem como foco acelerar o desenvolvimento de soluções para oferecer melhores serviços aos cidadãos.

Neste ano, entre os finalistas do Brasil, um dos projetos, batizado de Opará, investe na rastreabilidade de frutas, desde o campo até o supermercado. O sistema reduz atrasos e desperdícios, além de ajudar produtores a identificar origem de produtos que não podem mais ser consumidos.

Almeida aponta ainda que outra área que a IBM quer ajudar a aprimorar é a de Energia. Segundo ele, hoje, em média, as companhias do setor registram 15% de perda e roubo de energia, percentual que pode ser poupado para as próximas gerações. “Smart grid (rede inteligente), que mapeia a energia remotamente pode eliminar esse desafio. Ajudamos a CPFL Energia a implementar a tecnologia e certamente veremos muitas melhorias”, pontua.

Para a Microsoft, cuidar das cidades e torná-las sustentáveis é vital. O assunto ganhou importância na organização e uma área foi criada em 2010 para endereçar essas questões. Sob o nome de Competitividade Nacional, ela atua por meio de três pilares: educação e capacitação, inovação e cidades sustentáveis. “Olhamos as 13 prioridades do governo nacional e focamos em seis delas”, diz Roberto Prado, diretor de Competitividade Nacional da Microsoft.

Globalmente, a Microsoft promove ainda a Imagine Cup, que inspira jovens a mobilizar suas habilidades, imaginação e criatividade para o desenvolvimento de inovações tecnológicas que podem fazer diferença no mundo. Neste ano, uma equipe de estudantes de Curitiba ganhou a competição ao criar um jogo em que uma cidade virtual é transformada a partir do trabalho voluntário de seus habitantes. Lá, os problemas desaparecem conforme as pessoas realizam ações como não deixar o lixo acumular, diminuir o trânsito e acabar com a falta de água.

No campo da saúde, iniciativa recente no Brasil foi a aliança estabelecida entre a Microsoft e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) que passará a usar Kinect, controle baseado em gestos do videogame Xbox, para auxiliar na reabilitação de pessoas com deficiência. “Podemos ajudar milhares de pessoas. Não é uma caridade, é uma forma de impactar na vida desses cidadãos”, avalia Prado.

A Dell também tem viabilizado tecnologias para aprimorar o atendimento aos pacientes. O Mobile Clinical Computing permite que médicos e profissionais de saúde acessem dados clínicos em estações diversas (desktop, notebook, smartphone). “Com essa mobilidade, é possível aumentar em até 25% a produtividade das operações dos hospitais e aprimorar a atenção ao paciente”, explica Francisco Carrieri, Business Developer para Saúde da Dell.

Máquinas como o supercomputador Watson, da IBM, que responde a perguntas, já estão aí e podem tornar-se assistentes de profissionais como médicos, ajudando no diagnóstico de doenças. Prova de que melhorias já saltam da ficção para o mundo real.

Bicudo, da TGT Consult, aponta que nos Estados Unidos já é comum o monitoramento de pacientes a distância. “Caso um idoso precise tomar um remédio em determinado horário e esquece, um alerta é emitido para a central de controle e uma pessoa liga para lembrá-lo”, explica. Segundo ele, monitoramento remoto tem duplo benefício: além de reduzir custos, oferece mais qualidade de vida ao paciente.

Algo parecido tem sido feito pelo laboratório Fleury, que de acordo com Arrial dos Anjos, da Frost & Sullivan, está em fase experimental de uma solução de monitoramento de pacientes que, por exemplo, têm problemas cardíacos. Qualquer variação no coração, um alerta é emitido e o médico aciona a pessoa. “A evolução da tecnologia Machine to Machine é caminho sem volta. Hospitais podem tirar proveito dela”, projeta.

Educação na linha de frente
Outro setor de atenção e essencial para a melhoria do futuro é o de educação. Nos próximos dez anos, o governo nacional afirmou que o investimento público em educação deverá ficar entre 7% e 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Nessa esteira, a TI tem potencial de impulsionar o ensino. Bicudo afirma que é preciso não só inserir tecnologia, mas também criar novos modelos. “Se os livros que os alunos recebem hoje fossem digitais, imagina a economia de papel que teríamos? A vida está cada vez mais baseada em interações digitais”, reflete.

A Positivo Informática tem sua história atrelada à melhoria da educação no País. Desde 1989, a companhia desenvolve soluções para o setor e prova que tecnologia + educação é capaz de impulsionar o aprendizado. O projeto Aprendendo com Tecnologia é exemplo.

Em José de Freitas, a 48 quilômetros da capital, soluções como lousas interativas com câmeras, mesas educacionais e laboratórios de informática com software próprio foram implementadas em 11 escolas públicas. O projeto foi fruto da parceria entre a fabricante, a prefeitura municipal e o governo estadual do Piauí. Cerca de 2,2 mil alunos, do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental, e 180 educadores foram beneficiados na cidade desde 2009.

Os resultados foram observados rapidamente. “Em 2007, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do município nas escolas estaduais era de 3,3. Em 2009, passou para 4,4. Já nas escolas municipais, era 2,8 e saltou para 3,4”, contabiliza Melissa Rosa, coordenadora pedagógica da Positivo Informática responsável pelo projeto.

Segundo ela, tecnologia educacional é capaz de melhorar a qualidade da educação e o projeto comprova. “Antes, o professor falava e o aluno ouvia. Agora, há troca de informações. A relação aluno/professor mudou, ambos estão mais interessados e as aulas ficaram mais ricas”, observa. Alunos que estão próximos de abandonar a escola ficaram motivados e tiveram um salto na aprendizagem, relata.

O Aprendendo com Tecnologia foi avaliado ainda pela Fundação Carlos Chagas que aplicou provas para verificar ganhos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática dos alunos do segundo ao quinto ano do Ensino Fundamental. Ao mesmo tempo, o instituto aplicou provas para um grupo de alunos com características semelhantes aos de José de Freitas. Como resultado, identificou ganhos de aprendizado em Português de 6,5 pontos em José de Freitas e de 0,2 pontos no outro grupo. “Aprender por meio da TI muda a postura da criança”, avalia Melissa.

Seguindo o exemplo de escolas da Itália, EUA, Canadá, China, Reino Unido, México, entre outros países, a Dell adotou no Brasil, em 2009, a solução Sala de Aula Conectada. O projeto está em andamento no interior de São Paulo. Em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, 23 escolas públicas da cidade de Hortolândia, cerca de 6 mil alunos e cem professores já trabalham nesse novo modelo, que conta com lousa digital interativa, pranchetas digitais, projetores interativos, impressoras, netbooks para alunos, computador etc.

Avaliação da Unesco aponta que o rendimento em matemática dos alunos participantes em Hortolândia melhorou 20%, sete vezes mais do que grupos não-participantes da ação. Além disso, 44% dos estudantes disseram que as aulas com tecnologia são mais interessantes.

Educação, saúde, empreendedorismo e voluntariado são os focos da HP para impactar positivamente na vida das pessoas. “Uma empresa de TI, que possui produtos de ponta e 370 mil funcionários em todo o mundo tem potencial de inovar nas comunidades por meio da tecnologia”, afirma Tarsila Arnone, gerente de Inovação Social da HP Brasil.

Tasila define a HP como uma empresa que vai além da preocupação com os resultados financeiros e está focada no bem-estar das populações. “Não doamos dinheiro porque visamos mudanças e impactos positivos de longo prazo e TI é oportunidade social”, pontua.

Impulsionar estudantes universitários é uma das bandeiras da companhia. O HP Catalyst, que como o nome diz, é catalisador de projetos inovadores de estudantes nas áreas de ciências, matemática, tecnologia e engenharia que utilizam TI para melhorar o ensino. Tarsila explica que estudantes submetem ideias e as melhores são premiadas e recebem produtos da HP para executar o projeto. Em 2010, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro foi eleita pelo projeto Blended On Line – Colaboração para a Educação Global de Engenharia, que criou um método de ensino a distância.

A executiva afirma que esse é apenas um dos programas que a HP tem para garantir crescimento econômico e sustentável das comunidades. O HP Life é outro, realizado globalmente, com o objetivo de fazer com que alunos, empresários potenciais e pequenos proprietários de empresas utilizem o poder da TI para estabelecer e ampliar os negócios. “São treinamentos individuais e ferramentas on-line que abordam as necessidades educacionais das pessoas, melhoram e reforçam habilidades e permitem que elas progridam”, explica. Até hoje, foram mais de 500 mil profissionais capacitados em 50 países.

Internet = oportunidade
Considerada por muitos um divisor de águas na história da humanidade, a internet aproximou nações, agilizou trabalhos, ajudou a derrubar políticos, disseminou informações rapidamente… “A web possibilitou e universalizou o acesso ao conhecimento. É uma mudança impactante e no momento não temos como dimensionar na era em que vivemos”, avalia Bicudo. A popularização do PC, aponta Arrial dos Anjos, foi igualmente importante e o casamento entre os dois elementos têm possibilitado grandes mudanças na sociedade.

Cássio Tietê, diretor de Estratégia e Novos Negócios da Intel Brasil, concorda com os analistas. Para ele, a universalização da informação tem guiado o mundo nos últimos anos e possibilitado saltos antes inimagináveis. “Ajudamos a fazer com que o computador se tornasse importante peça na vida das pessoas. O mundo interconectado levanta essa questão e permite o livre compartilhamento de ideias”, assinala.

Democratizar a TI é, segundo Tietê, missão infindável da Intel. “Trabalhamos para ter dispositivos cada vez mais acessíveis e para que a banda larga esteja disponível a todos por um custo adequado. Temos defendido, por exemplo, o modelo pré-pago de banda larga e em breve teremos novidades nessa área”, adianta.

Vai contribuir para ampliar os horizontes a nuvem, acredita. “Computação em nuvem vai ser uma realidade e as interações entre homem e dispositivos inteligentes vão transcender os teclados e aí teremos outros patamares de colaboração.” Não esquecendo da aplicação nos negócios, o executivo cita que a nuvem também fará com que companhias, especialmente as pequenas, possam a alcançar mercados que não conseguiriam sem a web.

Seguindo esse mesmo pensamento está a Google, que aposta na internet para possibilitar crescimento. Para isso, iniciou o programa Conecte Seu Negócio, que incentiva a entrada de pequenos negócios na web, permitindo que eles desenvolvam o primeiro site da empresa de maneira simples, contribuindo para ampliar as oportunidades no mercado de atuação.

Iniciativa realizada em 11 países, em solo nacional, em seis meses de existência contabiliza 19 mil companhias que criaram seus sites, em uma média de 250 por dia. “A Google acredita que micros e pequenas empresas no País são motor fundamental de desenvolvimento da economia. Nosso compromisso é ajudá-las a melhorar seus resultados e a crescer”, afirma Susana Ayarza, diretora de Marketing B2B para Google América Latina.

A possibilidade de manter uma página on-line amplia os horizontes e quebra barreiras físicas. Empresas, de ateliê de doces a estúdio fotográfico, deixam de ser locais para serem globais. Elas podem melhorar a produtividade, diminuir custo e ampliar a taxa de crescimento, prossegue Susana. “Muitas oportunidades surgem. Há grande quantidade de companhias fora da web e queremos mudar esse quadro.”

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que entre 2000 e 2010, o número de micro e pequenas companhias aumentou de 4,2 milhões para 6,1 milhões indicando a força que esses negócios têm no País. Susana lembra ainda que PMEs com presença na internet apresentam 10% a mais de produtividade em comparação com as que não fazem parte desse mundo. “É terreno de oportunidades”, ressalta.

Web como forma de conhecer problemas de outras nações, compartilhar ideias e colaborar para um futuro melhor é pilar da Polycom, que atua no setor de comunicações unificadas (UC). A partir de parceria criada com a ONG Global Nomads Group (GNG), a companhia criou o “Agents of Change Program” que, por meio de videoconferência, promove diálogos interculturais entre jovens para abordar os desafios vividos em cada uma das comunidades. Em 12 anos de existência, mais de 1 milhão de pessoas foram conectadas em 45 países em todos os continentes.

Ruanda, na África, e Estados Unidos, com culturas diferentes, puderam falar sobre seus problemas, preocupações, desejos para o futuro e até mesmo desmistificam estereótipos que vivem no imaginário sobre como se vestem e vivem. “Estudantes percebem que não importa como você se parece, que língua fala ou onde vive, todos querem o mesmo: alegria, prosperidade e paz”, diz vídeo de apresentação da GNG. É a internet unindo pessoas e nações.

Talvez, diz Arrial dos Anjos, da Frost & Sullivan, o mundo dos Jetsons [desenho animado criado em 1962 que mostra um mundo repleto de recursos inovadores como pílula que substitui refeição e naves que transportam pessoas] esteja longe de acontecer.

A evolução da tecnologia da informação é inegável, basta olhar para trás. Exemplos como celular, internet, tecnologias que processam dados mais rapidamente, aparelhos que auxiliam no setor de saúde e tantos outros apontam que mudar o mundo é possível. A boa notícia é que com TI, o caminho é mais curto.

“TI é alavanca para desenvolver a economia de países, refletindo diretamente na vida dos cidadãos”, opina ele. “Podemos ir muito além. O planeta pede socorro e TI está aí para ajudar. Se a usarmos bem, vamos dar um grande passo e novas tecnologias surgirão para fazer mais e melhor”, comenta Prado, da Microsoft. Para Bicudo, da TGT Consult, somente um ponto pode destruir todas as perspectivas. “Nosso grande desafio é encontrar uma solução definitiva para o aquecimento global”, finaliza.

Megatendências que vão transformar o mundo
A Frost & Sullivan define as megatendências como elementos que impactam significativamente a sociedade, diferentes indústrias e empresas. Elas são chave para construir o futuro, viabilizar processos de inovação e mudar a produção e o planejamento de tecnologias. Abaixo, veja algumas das 36 megatendências que vão pautar a sociedade até 2020.

Urbanização: migração para as cidades vai impactar na mobilidade, no trabalho e nas sociedades.

Cidades e infraestruturas inteligentes: eficiência energética e eliminação de emissões de gases prejudiciais serão a premissa básica dessas iniciativas.

Geração Y: comportamento desse grupo vai influenciar desenvolvimento de produtos, tecnologia e estratégias de marketing.

Mulheres ganham espaço: cerca de 25 das 500 empresas que fazem parte da lista Fortune Global serão lideradas por mulheres. Elas terão mais decisões no desenvolvimento dos negócios.

Força da classe média: crescimento desse segmento da sociedade terá impacto em serviços e produtos e no poder de compra.

Geo-socialização: a próxima plataforma de rede social vai contar com serviços geográficos mudando a forma de interação entre as pessoas.

Novas economias emergentes: México, Argentina, Polônia, Egito, África do Sul, Turquia, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Irã serão os motores do crescimento econômico.

Terceirização: ganhará novos destinos como América Latina e Ásia Central.

Zonas de comércio: acordos, especialmente na Ásia, África e América Latina, deverão aumentar desenvolvimento e plataformas de comércio eletrônico.

Nuvens inteligentes: deverão sanar problemas específicos, integradas à infraestrutura existente de empresas.

Satélites: cerca de 900 novos estão navegando com sistemas que comportam tecnologias como machine to machine.

Mundo virtual: vai governar o mundo na educação, saúde, negócios e relações pessoais. Avatares vão simular vida real e interagir com vida virtual.

Robôs: tecnologia robótica e inteligência artificial vão ajudar na manufatura, serviços militares, segurança e transporte.

Eletrônicos: 3D HDTV, controle de vídeo por meio da mente são exemplos de tecnologias que estarão no mercado.
Tecnologias inovadoras: as emergentes serão observadas nas áreas de nanomateriais, lasers e materiais inteligentes.

Infraestrutura, energia, água e transporte: 41 bilhões de dólares serão destinados para essas áreas, resultando em melhoria na eficiência.

Fábricas do futuro: inteligentes e verdes, elas vão operar sem intervenção humana.

Saúde: com medicamentos mais inteligentes, hospital virtual, cyber doutores, indústria passará por mudança radical.

Energia: energias renováveis e energia nuclear vão responder por mais de um terço da geração até 2020.

Mobilidade: evolução da tecnologia vai acelerar interação entre mundo físico e virtual por meio de interconexões entre dispositivos móveis, sensores e máquinas.

Fonte: cio.uol.com.br

SOA nas PMEs: viabilidade e principais motivadores

Sim, é possível desenvolver projetos SOA em pequenas e médias empresas e se beneficiar
dessa infra-estrutura de sistemas, que vem a cada ano que passa, se mostrando
como um grande passo na forma de pensar e desenvolver sistemas. Mas obviamente
o SOA não é um fim em si. Como dissemos, o SOA é a infra-estrutura para que a
área de sistemas atenda melhor as áreas de negócios da empresa.

SOA nada mais é que o resultado da incessante busca dos desenvolvedores de maximizar a reusabilidade de códigos, visando maior produtividade no desenvolvimento e manutenção de sistemas. Nos primórdios, eram as sub-rotinas, procedimentos, componentes, objetos até chegar aos dias de hoje no conceito de serviços, fazendo com que o conceito de reutilização ultrapasse a barreira de ser
realidade dentro da própria linguagem e passe a ser realidade entre várias
tecnologias. Os novos sistemas serão compostos de um conjunto de serviços que
servirão de interface para integração com outros sistemas, automatização de
processos, entre outras possibilidades. Como conseqüência natural dessa busca
por reusabilidade, obteremos facilidade para integração de sistemas e sistema
mais flexíveis para se ajustar aos processos de negócios das empresas.

O fato é que o SOA abre novas possibilidades às empresas e iremos explorar essas
possibilidades à luz da realidade das PMEs.

Adotando vários sistemas aderentes às necessidades da empresa

Uma das grandes vantagens que o SOA traz às PMEs é a possibilidade de adoção de vários sistemas, sendo que cada um com maior aderência aos processos de negócios de sua empresa, quebrando o paradigma de que devemos optar sempre por um único
ERP.

Temos ouvido e seguido por vários anos que devemos adotar um único ERP pelo motivo central, que é a integração das informações. Só que isso nos leva a prejudicar
áreas de negócios, que são obrigadas a aceitar módulos de sistemas que não as
atende perfeitamente, mas em prol do paradigma do ERP único, são obrigadas a usá-lo.

Conseqüência disso é uma sobrecarga de atividades manuais e o uso intensivo de planilhas para complementar os controles, gerando duplicidade de informação, perda de qualidade de informação, entre outras conseqüências. Ou para se ter maior
aderência aos processos da empresa, se parte para a contratação de
customizações de algumas funcionalidades faltantes, o que implica pagar altos
valores e que, muitas vezes, ao longo dos anos, são superiores ao próprio valor
pago pelo ERP. Como estamos falando de PME, várias vezes a customização tem
valores que são inviáveis para sua realidade, fazendo com que o processo de
negócio não seja 100% atendido pelo sistema, tendo como conseqüência uma perda
de eficiência no suporte que TI dá aos negócios.

Os ERPs por serem genéricos, fazem com que a customização seja incorporada ao Sistema, o que as tornam mais complexas e trabalhosas de se implementar. Por serem
inevitáveis, os fornecedores de ERPs tentam evitar ao máximo essas
customizações, chegando inclusive a aumentar o seu custo para não incentivar
essa opção.

Atualmente, no Brasil, há uma vasta variedade de aplicações, sendo que cada uma com sua especialidade e a possibilidade de integração via SOA nos deixa livre para
adoção do que é melhor para cada área da empresa. Obviamente, devemos evitar
exageros nessa variedade de adoção, pois integrar também dá trabalho, mas com
certeza devemos privilegiar sistemas especialistas que tragam maiores
benefícios à nossa empresa.

Para ilustrar, vamos citar alguns dos muitos cenários possíveis e mais comuns
encontrados em PMEs:

Cenário 1 – Indústria

  • Sistema
    1: eCommerce (WEB)
  • Sistema
    2: ERP - Módulos Administrativos (Financeiro, Faturamento, Compras,
    Estoque, Contabilidade e Fiscal).
  • Sistema
    3: PCP: Módulos de Produção e Chão de Fábrica.

Cenário 2 – Comércio

  • Sistema
    1: ERP - Módulos Administrativos (Financeiro, Faturamento, Compras,
    Estoque, Contabilidade e Fiscal).
  • Sistema
    2: Frente de Loja.
  • Sistema
    3: Fidelidade de Clientes.
  • Sistema
    4: eCommerce (Web).

Cenário 3 – Serviço

  • Sistema
    1: ERP - Módulos Administrativos (Financeiro, Faturamento,
    Contabilidade e Fiscal).
  • Sistema
    2: Sistema de Controle de Chamados de Clientes / Ordem de Serviços.
  • Sistema
    3: CRM.

Dentro desse tema de utilização de vários aplicativos, podemos ainda chamar a atenção para o tópico de “Preservação do Investimento”, que como conseqüência da
possibilidade de se utilizar mais de um sistema, podemos manter alguns sistemas
que satisfazem a necessidade da empresa. Mas, por conta da falta de integração
com outras áreas, acaba por ser substituído, levando por água abaixo
investimentos realizados em software, hardware, treinamento, etc.

Realizando integrações de processos de negócios em tempo real e não
apenas de sistemas

Com a adoção de vários sistemas nas empresas, o SOA nos permite realizar integrações dos Processos em Tempo Real, no lugar das tradicionais integrações através de trocas de informações em lote (batchs). O processo Batch normalmente é
realizado através de troca de arquivos-texto ou bases de dados de
transferências. O caminho para dar agilidade e ganhos aos processos de negócios
das empresas é a realização das integrações em tempo real, o que nos leva a uma
quebra de paradigma no tópico integração.

As integrações devem ser pensadas á luz dos processos e não devem ter um enfoque
apenas técnico, que olhem para as bases de dados (tabelas dos sistemas) ao
invés de olhar aos processos. O correto é mapear os processos da empresa, que
envolvem os sistemas em questão, entender como podemos otimizar estes processos
e analisar onde há necessidade de integração, que informações devem passar de
um sistema a outro e em que momento.

A quebra de paradigma ao tradicional método de integração em Batch, tem sido umas das principais dificuldades em se implementar projetos de SOA que tragam reais
benefícios aos processos de negócios das empresas.

Muitos projetos de integrações de sistemas são feitos através de troca de arquivos, em
horários pré-definidos e que trazem um atraso inevitável a execução dos
processos na empresa. O caminho que o SOA nos oferece, para tornar a empresa
mais ágil, é sempre pensar em integrações em tempo real, que fazem com que a
informação de um sistema passe ao outro no momento da sua geração, criando
assim o conceito de se ter uma única aplicação composta na empresa.

Normalmente nas PMEs os profissionais das áreas de negócios e que dominam os processos ficam alheios aos projetos de integração, que ficam por conta apenas dos
profissionais de TI. Muitos por não terem desenvolvido ainda um visão mais próxima
aos processos da empresa e de suas necessidades por agilidade e flexibilidade,
dão soluções convencionais como a troca de arquivos (EDI – Eletronic Data
Interchange) para realizar a integração. Por isso, recomendamos fortemente que
os donos dos processos sempre participem das definições iniciais dos projetos
de integração, contribuindo assim com sua visão de negócio. Mas cabe aos
profissionais de TI saber que o SOA traz a possibilidade de integração em tempo
real e que por desconhecimento disso não coloque bloqueios técnicos
desnecessários aos projetos.

No cenário-exemplo de indústria, citado anteriormente, é fundamental que a área de
produção usuária do PCP, saiba em tempo real de todos os pedidos que são
recebidos pelo ERP, que por sua vez os recebe através do sistema de eCommerce.
Ou seja, num cenário em que o tempo real seja deixado de lado, podemos ter
horas ou até dias de atrasos inseridos no processo desnecessariamente, deixando
de trazer grandes benefícios à empresa.

Automatização de processos em prol da qualidade e agilidade na execução
dos processos

Outro grande benefício que o SOA traz às PMEs é a possibilidade de automatizar
processos, obtendo ganhos significativos de qualidade e produtividade na
execução dos processos da empresa.

Devemos analisar os processos críticos da empresa e buscar “sonhar” em como gostaríamos que eles fossem executados de forma automática e avaliar essa possibilidade a partir dos recursos de SOA disponíveis. O SOA nos auxilia na medida em que os serviços expostos pelos aplicativos tornam possíveis as execuções de integração de processos até mesmo entre serviços da mesma aplicação, possibilitando assim a criação de automatizações de processos.

Antes do SOA, essas automatizações eram possíveis apenas através de customizações internas aos sistemas existentes. Na prática, a automatização através do SOA, não deixa de ser uma customização, mas passa a ter uma característica
não-invasiva ao sistema. Dizemos que a customização fica desacoplada do sistema
em questão.

Podemos assim escolher a linguagem na qual iremos desenvolver a customização e não ficamos restritos à linguagem do aplicativo. Baixando assim custos e
reutilizando conhecimentos existentes na própria empresa.

Esse desacoplamento traz entre outros benefícios a possibilidade de receber novas
versões dos aplicativos, sem ter a necessidade de redesenvolver as
customizações sobre a nova versão.

Adoção de um ESB

O SOA traz junto com seus benefícios uma complexidade maior no gerenciamento sobre o funcionamento de todos esses serviços que estão sendo utilizados na empresa.
Com isso, surgiram produtos que foram batizados como ESBs (Enterprise Service
Bus), que atuam como um barramento de integração de serviços por onde passam
todas as integrações.

Muitos deles auxiliam de forma significativa na criação de serviços a partir de
sistemas legados que não possuem esse conceito nativamente. Hoje é possível,
por exemplo, tornar uma rotina escrita em COBOL em um webservice que pode ser
chamado por qualquer tecnologia atual. Ou transformar uma rotina Java em um
componente .NET (ou vice-versa) quebrando assim umas das barreiras atuais de
projetos de integração.

O uso do ESB não se restringe ao gerenciamento dos serviços em uso, mas também funcionam com um acelerador de produtividade na execução das automatizações e integrações dos processos. Alguns trazem componentes prontos e adaptadores para vários aplicativos, o que facilitam e muito a execução de projetos.

Caso a   adoção do SOA não seja apenas para uma solução pontual na empresa e sim devido   a uma decisão estratégica para a arquitetura dos sistemas, a inclusão de um   ESB no projeto é um pré-requisito. Abrir mão dele implica em perder gerenciamento, produtividade e segurança na execução dos processos.

Onde o BPM encontra o SOA

Alguns ESBs trazem tantas funcionalidades que chegam a serem classificados também como BPMS (Business Process Management Suite) com foco na integração ou se usado em conjunto com alguma solução de Workflow tornam-se BPMS completos.

Na prática, todos os temas explorados neste artigo, como integração de processos,
automatização de processos, maior visão de negócios, tempo real, entre outros,
são substemas do BPM. Com isso, se pode definir, em apenas um termo, qual é o
principal objetivo do SOA, diria que é o BPM, ou seja, o gerenciamento dos
processos de negócios.

A era do ERP nas PMEs afastou a visão de processo de muitas das empresas, que apostaram que o ERP iria resolver todos os seus problemas. O fato é que essas empresas se esqueceram de definir melhor seus processos e olhar para o ERP como parte de sua solução e acabaram por buscar a todo custo que o ERP resolvesse tudo, desde do que é básico até o que há de mais específico nos processos da empresa. Nesse ponto é que o SOA vem contribuir de forma significativa para a construção de
uma camada de negócios, que preencha o espaço entre a necessidade da empresa e
o que o ERP pode oferecer. É exatamente onde entra o conceito de BPM.

Todos os benefícios que exploramos neste artigo poderiam ser resumidos pelo
conceito de BPM, que é na prática a finalidade maior da existência do SOA.
Podemos definir o SOA com a infra-estrutura necessária para a implementação
do BPM.

Considerações finais

Como consideração final, reforçamos a necessidade que temos de que os profissionais
de TI cada vez mais se aproximem da área de negócios da empresa, passem a
dominar os processos e busquem alternativas para dar mais agilidade e
flexibilidade para a empresa. Ainda vemos muitos profissionais distantes dessa
visão e que estão envolvidos com questões técnicas, também importantes, mas que
não podem ficar limitados a essa visão. O SOA deve ser entendido como meio
(ferramenta) e não com fim em si mesmo, para a busca de melhorias nos processos
da empresa.