E se você pudesse mudar o mundo? Com TI, dá

Tecnologia da Informação permite que empresas e governos saiam do campo da imaginação e viabilizem melhorias em diversos setores da economia por uma sociedade melhor.

Déborah Oliveira, da Computerworld

 

A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta: até 2050 dois terços da população mundial viverão nos grandes centros. São Paulo e Rio de Janeiro estão na lista das 30 cidades com maior contingente populacional, que somará mais de 9 bilhões.

Os números assustam e mostram que virá uma série de desafios. Para onde vai o lixo gerado? Haverá comida e água para todos? A infraestrutura das cidades vai comportar essa massa? E o sistema de saúde e de educação? Essas são apenas algumas perguntas que acionam o alerta vermelho indicando a necessidade de construir um futuro melhor a partir de agora. Foi dada a largada!

Nos últimos anos, avanços foram observados em diversos setores da economia, como saúde, infraestrutura, saneamento e educação, especialmente nos países mais desenvolvidos. Mas ainda há um longo caminho pela frente para garantir excelência aos cidadãos e possibilitar crescimento sustentável em escala global.

Nesse cenário, a tecnologia da informação (TI) surge como protagonista. Ela pode sanar problemas reais da sociedade e revolucionar a vida das pessoas, apontam especialistas do setor. Mas sozinha não é capaz de mudar nações. É preciso aliar criatividade e inteligência. “TI não apenas transforma o mundo, como também abre novas perspectivas e amplia o leque de oportunidades”, resume Pedro Bicudo, sócio-diretor da consultoria TGT Consult.

Bruno Arrial dos Anjos, analista sênior de Mercado da Frost & Sullivan, explica de que forma uma nação aproveita as oportunidades que TI traz. São três estágios. O primeiro é o acesso, depois vem o uso, e, por último, a colheita dos  frutos. “De acordo com relatório do Banco Mundial, o Brasil está na 56ª posição entre 138 países em acesso à TI. Quando o tópico é uso, o País cai para o 110º lugar. Há muito que ser feito”, reconhece.

Segundo ele, o ponto nevrálgico para mudar o panorama é apostar em gestão. “Planejar o futuro das cidades é o caminho que deve ser seguido. O que vivemos hoje é fruto de anos e anos de ações não planejadas. TI é alavanca.” No País, a criação de um polo regional tecnológico aceleraria os passos para melhorias em diversas áreas formando um ciclo virtuoso, acrescenta.

E explica. “Se o Brasil construir data centers, será referência em terceirização de TI e cloud computing, fortalecerá a economia e levará empresas de telecom a aperfeiçoar a qualidade de rede, aprimorar a energia e a sustentabilidade etc. Isso beneficia toda a região, atrai investimentos e promove melhorias.” Índia e Malásia já implementaram essa estratégia, completa.

Outro benefício dessa atividade, destaca, é o investimento em educação e pesquisa para formar recursos humanos qualificados. Marcos regulatórios também fazem parte do quadro para fomentar a cadeia de valor.
Já Bicudo acredita que o governo tem papel fundamental na corrida rumo a um mundo melhor e deve tratar tecnologia como um bem disponível para todos, independentemente da classe social. “TI ainda é vista como luxo, algo muito caro. É necessário inverter esse pensamento”, diz.

No entanto, Arrial dos Anjos acredita que esse quadro está mudando e a TI passando a fazer parte da agenda pública. Em solo nacional, ele cita como exemplo Minas Gerais, que centralizou a administração do governo estadual em uma cidade digital para modernizar a gestão pública, aumentar a eficiência dos serviços prestados e atender a mais pessoas em menos tempo, contemplando requisitos de qualidade.

“Tecnologia da informação é reconhecida como estratégica para vários governos ampliarem competitividade e é considerada tão vital quanto energia e telecomunicações”, opina. “Competitividade gera crescimento econômico, que, por sua vez, amplia a qualidade de vida”, completa.

A movimentação do governo cresceu, diz Fernando Faria, diretor de Soluções de Governo, Saúde e Educação da Oracle para a América Latina, porque setores como finanças, varejo e telecomunicação têm implementado tecnologias para se transformarem nos últimos dez anos e estão mais maduros. “Hoje, o cidadão demanda mudanças na forma como se relaciona com os órgãos públicos e o governo tem percebido que TI é aliada na promoção de transparência e eficácia”, aponta.

A indústria está em linha. Segundo ele, a Oracle tem uma abordagem chamada e-Government, conjunto de iniciativas para o setor público, que busca mudar a interação entre governo, empresas e cidadão. “Temos nos preocupado em ajudar o setor público a aprimorar essa relação e torná-la mais inteligente. A vertical é importante agente transformador”, assinala.

Um governo que conseguiu mudar a interação com ajuda da Oracle, diz, foi o de Nova York. Há nove anos, a cidade passou a contar com um telefone único para atendimento ao cidadão, o 311, e vem aprimorando serviços diversos. “O modelo foi expandido para Madrid e estamos começando a discuti-lo no Brasil, que deverá, por meio da tecnologia, fazer com que solicitações sejam mais rápidas, evitando ainda o deslocamento para resolver questões com o setor público e diminuir gargalos”, afirma.

Na opinião de Faria, o investimento em cidades é ponto central para mudar a forma como as pessoas vivem e trabalham hoje e a estratégia da Oracle está apoiada nessa máxima. “Temos atuado na modernização de portos, aeroportos e ferrovias e na mobilidade para reduzir deslocamentos desnecessários”, detalha. “Por exemplo, serviços públicos realizados em casa podem diminuir em 35% o tráfego em cidades. Comprovamos a partir de iniciativas em outros países”, completa.

Metrópoles à beira do caos? 
“Cidade tem pontos de lentidão e mais de 200 quilômetros de congestionamento.” Nos grandes centros, não é raro ouvir notícias como essas, somente em São Paulo o congestionamento gera custo anual de 35 bilhões de reais, segundo projeções da IBM. As cidades consomem 75% da energia mundial e são responsáveis por mais de 80% das emissões de dióxido de carbono e 95% despejam esgoto não tratado em rios, lagoas e oceanos. E com as previsões da ONU sobre a mudança da população do campo para as metrópoles o quadro deverá ser pior.

Por outro lado, as nações têm mostrado foco na melhoria da infraestrutura, incluindo ainda malhas rodoviárias, ferroviária, portuária, aérea, ampliação do acesso a banda larga, internet, estrutura de saúde etc. No Brasil, a Copa, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, têm impulsionado as ações.

Relatório recente da Ericsson em conjunto com a consultoria de gestão Arthur D. Little intitulado “Índice de Cidades com Sociedades Conectadas da Ericsson” avalia as 25 das maiores cidades do mundo de acordo com a habilidade de transformar Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) em benefícios sociais, econômicos e ambientais em diferentes áreas como saúde, educação, economia, meio ambiente, eficiência e melhoria na interação com cidadãos.

A conclusão é que as três cidades com melhor desempenho são Seul, Cingapura e Estocolmo. Cingapura, por exemplo, está impulsionando a inovação em saúde digital, e é pioneira na gestão de congestionamentos de trânsito. Enquanto isso, Seul utiliza TIC para realizar iniciativas ecológicas e de alta tecnologia, aponta o documento.

Na lista, São Paulo e Nova Déli são citadas como as que contam com iniciativas para reduzir desigualdade socioeconômica. A cidade paulista, 15ª colocada no ranking, tem trabalhado, por exemplo, em programas de inclusão digital. Já na indiana, a população foi beneficiada ao poder realizar transações financeiras de baixo valor por meio de telefones celulares.

“As cidades bem-sucedidas têm excelente desempenho ao atrair ideias, capital e pessoas capacitadas. Isso requer progresso econômico constante, bem como em contexto social e ambiental”, afirma Patrik Regardh, do Laboratório da Sociedade Conectada da Ericsson. Segundo Erik Almqvist, diretor do Arthur D. Little, à medida que as pessoas têm necessidades básicas atendidas, a atenção se volta para vida equilibrada, boas instalações de transporte, saúde e ambiente limpo.

Dados da consultoria IDC apontam que, em 2011, os investimentos em tecnologia para o desenvolvimento em cidades inteligentes, conceito que usa a TI para facilitar e automatizar a interação entre cidadão e o governo, movimentou 34 bilhões de dólares em todo o mundo. Esse montante, segundo a consultoria, deverá saltar 18% ao ano até 2014, quando somará 57 bilhões de dólares.

A IBM trabalha nesse contexto nos últimos três anos. Mas desde sua existência contribuiu para mudar a vida das pessoas, quando, por exemplo, criou há 30 anos o primeiro computador pessoal, afirma Pedro Almeida, diretor de Cidades Inteligentes da IBM Brasil. Cidades inteligentes é tema estratégico na companhia e a receita desse setor, globalmente, deve chegar a 10 bilhões de dólares até 2015.

“Empunhamos essa bandeira e em 2010 criamos uma divisão no Brasil para cuidar do assunto. A área está focada em quatro pilares: segurança, transporte, infraestrutura e energia e estamos ingressando em saúde e educação”, diz Almeida. Boas práticas com outras nações estão sendo trocadas para que possam ser replicadas por aqui.

Na opinião dele, uma cidade ideal é aquela que tem capacidade de gestão e pode pensar de forma antecipada. “Ferramentas analíticas ajudam nesse sentido”, indica. No Brasil, ele aponta que segurança, transporte e educação são áreas críticas que precisam de mudanças urgentes.

Arrial dos Anjos acredita que Business Analytics (BA) vai ser cada vez mais usado nos próximos anos, coletará dados de pessoas em todo o mundo e será caminho para eliminar desafios diversos. “As informações ajudariam a melhorar ruas e tráfego”, afirma. Tecnologias de coleta de dados vão gerar bilhões de informações sobre o fluxo de pessoas, veículos e necessidades das metrópoles. Em alguns anos, entender o que acontece com a população e dar início a iniciativas de melhoria estará a um clique. “O grande atrativo de TI é que ela possibilita eficiência”, completa.

Recentemente, o Rio de Janeiro deu um importante passo rumo à construção de uma cidade inteligente. Trata-se do Centro de Operações, projeto desenvolvido pela IBM que demandou investimentos da ordem de 11 milhões de reais. O local foi preparado para detectar e administrar situações de emergência, como chuvas intensas que podem causar alagamentos. Auxiliará ainda na gestão dos grandes eventos que o Rio de Janeiro sediará, Copa do Mundo e Olimpíadas.

Outro exemplo, diz Almeida, é o controle dos ônibus de Salvador. O Grupo Evangelista, responsável por 35% da frota da cidade, implementou sistema de inteligência de negócios com tecnologia IBM para monitorar em tempo real os veículos. O sistema permite que o Grupo desenvolva rotas mais eficientes do ponto de vista de uso de combustível e ajude nas tomadas de decisão.

A IBM também busca despertar nas pessoas a vontade de construir um futuro melhor, afirma o executivo. O SmartCamp, que reúne empreendedores, investidores e mentores do mundo todo, tem como foco acelerar o desenvolvimento de soluções para oferecer melhores serviços aos cidadãos.

Neste ano, entre os finalistas do Brasil, um dos projetos, batizado de Opará, investe na rastreabilidade de frutas, desde o campo até o supermercado. O sistema reduz atrasos e desperdícios, além de ajudar produtores a identificar origem de produtos que não podem mais ser consumidos.

Almeida aponta ainda que outra área que a IBM quer ajudar a aprimorar é a de Energia. Segundo ele, hoje, em média, as companhias do setor registram 15% de perda e roubo de energia, percentual que pode ser poupado para as próximas gerações. “Smart grid (rede inteligente), que mapeia a energia remotamente pode eliminar esse desafio. Ajudamos a CPFL Energia a implementar a tecnologia e certamente veremos muitas melhorias”, pontua.

Para a Microsoft, cuidar das cidades e torná-las sustentáveis é vital. O assunto ganhou importância na organização e uma área foi criada em 2010 para endereçar essas questões. Sob o nome de Competitividade Nacional, ela atua por meio de três pilares: educação e capacitação, inovação e cidades sustentáveis. “Olhamos as 13 prioridades do governo nacional e focamos em seis delas”, diz Roberto Prado, diretor de Competitividade Nacional da Microsoft.

Globalmente, a Microsoft promove ainda a Imagine Cup, que inspira jovens a mobilizar suas habilidades, imaginação e criatividade para o desenvolvimento de inovações tecnológicas que podem fazer diferença no mundo. Neste ano, uma equipe de estudantes de Curitiba ganhou a competição ao criar um jogo em que uma cidade virtual é transformada a partir do trabalho voluntário de seus habitantes. Lá, os problemas desaparecem conforme as pessoas realizam ações como não deixar o lixo acumular, diminuir o trânsito e acabar com a falta de água.

No campo da saúde, iniciativa recente no Brasil foi a aliança estabelecida entre a Microsoft e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) que passará a usar Kinect, controle baseado em gestos do videogame Xbox, para auxiliar na reabilitação de pessoas com deficiência. “Podemos ajudar milhares de pessoas. Não é uma caridade, é uma forma de impactar na vida desses cidadãos”, avalia Prado.

A Dell também tem viabilizado tecnologias para aprimorar o atendimento aos pacientes. O Mobile Clinical Computing permite que médicos e profissionais de saúde acessem dados clínicos em estações diversas (desktop, notebook, smartphone). “Com essa mobilidade, é possível aumentar em até 25% a produtividade das operações dos hospitais e aprimorar a atenção ao paciente”, explica Francisco Carrieri, Business Developer para Saúde da Dell.

Máquinas como o supercomputador Watson, da IBM, que responde a perguntas, já estão aí e podem tornar-se assistentes de profissionais como médicos, ajudando no diagnóstico de doenças. Prova de que melhorias já saltam da ficção para o mundo real.

Bicudo, da TGT Consult, aponta que nos Estados Unidos já é comum o monitoramento de pacientes a distância. “Caso um idoso precise tomar um remédio em determinado horário e esquece, um alerta é emitido para a central de controle e uma pessoa liga para lembrá-lo”, explica. Segundo ele, monitoramento remoto tem duplo benefício: além de reduzir custos, oferece mais qualidade de vida ao paciente.

Algo parecido tem sido feito pelo laboratório Fleury, que de acordo com Arrial dos Anjos, da Frost & Sullivan, está em fase experimental de uma solução de monitoramento de pacientes que, por exemplo, têm problemas cardíacos. Qualquer variação no coração, um alerta é emitido e o médico aciona a pessoa. “A evolução da tecnologia Machine to Machine é caminho sem volta. Hospitais podem tirar proveito dela”, projeta.

Educação na linha de frente
Outro setor de atenção e essencial para a melhoria do futuro é o de educação. Nos próximos dez anos, o governo nacional afirmou que o investimento público em educação deverá ficar entre 7% e 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Nessa esteira, a TI tem potencial de impulsionar o ensino. Bicudo afirma que é preciso não só inserir tecnologia, mas também criar novos modelos. “Se os livros que os alunos recebem hoje fossem digitais, imagina a economia de papel que teríamos? A vida está cada vez mais baseada em interações digitais”, reflete.

A Positivo Informática tem sua história atrelada à melhoria da educação no País. Desde 1989, a companhia desenvolve soluções para o setor e prova que tecnologia + educação é capaz de impulsionar o aprendizado. O projeto Aprendendo com Tecnologia é exemplo.

Em José de Freitas, a 48 quilômetros da capital, soluções como lousas interativas com câmeras, mesas educacionais e laboratórios de informática com software próprio foram implementadas em 11 escolas públicas. O projeto foi fruto da parceria entre a fabricante, a prefeitura municipal e o governo estadual do Piauí. Cerca de 2,2 mil alunos, do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental, e 180 educadores foram beneficiados na cidade desde 2009.

Os resultados foram observados rapidamente. “Em 2007, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do município nas escolas estaduais era de 3,3. Em 2009, passou para 4,4. Já nas escolas municipais, era 2,8 e saltou para 3,4”, contabiliza Melissa Rosa, coordenadora pedagógica da Positivo Informática responsável pelo projeto.

Segundo ela, tecnologia educacional é capaz de melhorar a qualidade da educação e o projeto comprova. “Antes, o professor falava e o aluno ouvia. Agora, há troca de informações. A relação aluno/professor mudou, ambos estão mais interessados e as aulas ficaram mais ricas”, observa. Alunos que estão próximos de abandonar a escola ficaram motivados e tiveram um salto na aprendizagem, relata.

O Aprendendo com Tecnologia foi avaliado ainda pela Fundação Carlos Chagas que aplicou provas para verificar ganhos nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática dos alunos do segundo ao quinto ano do Ensino Fundamental. Ao mesmo tempo, o instituto aplicou provas para um grupo de alunos com características semelhantes aos de José de Freitas. Como resultado, identificou ganhos de aprendizado em Português de 6,5 pontos em José de Freitas e de 0,2 pontos no outro grupo. “Aprender por meio da TI muda a postura da criança”, avalia Melissa.

Seguindo o exemplo de escolas da Itália, EUA, Canadá, China, Reino Unido, México, entre outros países, a Dell adotou no Brasil, em 2009, a solução Sala de Aula Conectada. O projeto está em andamento no interior de São Paulo. Em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, 23 escolas públicas da cidade de Hortolândia, cerca de 6 mil alunos e cem professores já trabalham nesse novo modelo, que conta com lousa digital interativa, pranchetas digitais, projetores interativos, impressoras, netbooks para alunos, computador etc.

Avaliação da Unesco aponta que o rendimento em matemática dos alunos participantes em Hortolândia melhorou 20%, sete vezes mais do que grupos não-participantes da ação. Além disso, 44% dos estudantes disseram que as aulas com tecnologia são mais interessantes.

Educação, saúde, empreendedorismo e voluntariado são os focos da HP para impactar positivamente na vida das pessoas. “Uma empresa de TI, que possui produtos de ponta e 370 mil funcionários em todo o mundo tem potencial de inovar nas comunidades por meio da tecnologia”, afirma Tarsila Arnone, gerente de Inovação Social da HP Brasil.

Tasila define a HP como uma empresa que vai além da preocupação com os resultados financeiros e está focada no bem-estar das populações. “Não doamos dinheiro porque visamos mudanças e impactos positivos de longo prazo e TI é oportunidade social”, pontua.

Impulsionar estudantes universitários é uma das bandeiras da companhia. O HP Catalyst, que como o nome diz, é catalisador de projetos inovadores de estudantes nas áreas de ciências, matemática, tecnologia e engenharia que utilizam TI para melhorar o ensino. Tarsila explica que estudantes submetem ideias e as melhores são premiadas e recebem produtos da HP para executar o projeto. Em 2010, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro foi eleita pelo projeto Blended On Line – Colaboração para a Educação Global de Engenharia, que criou um método de ensino a distância.

A executiva afirma que esse é apenas um dos programas que a HP tem para garantir crescimento econômico e sustentável das comunidades. O HP Life é outro, realizado globalmente, com o objetivo de fazer com que alunos, empresários potenciais e pequenos proprietários de empresas utilizem o poder da TI para estabelecer e ampliar os negócios. “São treinamentos individuais e ferramentas on-line que abordam as necessidades educacionais das pessoas, melhoram e reforçam habilidades e permitem que elas progridam”, explica. Até hoje, foram mais de 500 mil profissionais capacitados em 50 países.

Internet = oportunidade
Considerada por muitos um divisor de águas na história da humanidade, a internet aproximou nações, agilizou trabalhos, ajudou a derrubar políticos, disseminou informações rapidamente… “A web possibilitou e universalizou o acesso ao conhecimento. É uma mudança impactante e no momento não temos como dimensionar na era em que vivemos”, avalia Bicudo. A popularização do PC, aponta Arrial dos Anjos, foi igualmente importante e o casamento entre os dois elementos têm possibilitado grandes mudanças na sociedade.

Cássio Tietê, diretor de Estratégia e Novos Negócios da Intel Brasil, concorda com os analistas. Para ele, a universalização da informação tem guiado o mundo nos últimos anos e possibilitado saltos antes inimagináveis. “Ajudamos a fazer com que o computador se tornasse importante peça na vida das pessoas. O mundo interconectado levanta essa questão e permite o livre compartilhamento de ideias”, assinala.

Democratizar a TI é, segundo Tietê, missão infindável da Intel. “Trabalhamos para ter dispositivos cada vez mais acessíveis e para que a banda larga esteja disponível a todos por um custo adequado. Temos defendido, por exemplo, o modelo pré-pago de banda larga e em breve teremos novidades nessa área”, adianta.

Vai contribuir para ampliar os horizontes a nuvem, acredita. “Computação em nuvem vai ser uma realidade e as interações entre homem e dispositivos inteligentes vão transcender os teclados e aí teremos outros patamares de colaboração.” Não esquecendo da aplicação nos negócios, o executivo cita que a nuvem também fará com que companhias, especialmente as pequenas, possam a alcançar mercados que não conseguiriam sem a web.

Seguindo esse mesmo pensamento está a Google, que aposta na internet para possibilitar crescimento. Para isso, iniciou o programa Conecte Seu Negócio, que incentiva a entrada de pequenos negócios na web, permitindo que eles desenvolvam o primeiro site da empresa de maneira simples, contribuindo para ampliar as oportunidades no mercado de atuação.

Iniciativa realizada em 11 países, em solo nacional, em seis meses de existência contabiliza 19 mil companhias que criaram seus sites, em uma média de 250 por dia. “A Google acredita que micros e pequenas empresas no País são motor fundamental de desenvolvimento da economia. Nosso compromisso é ajudá-las a melhorar seus resultados e a crescer”, afirma Susana Ayarza, diretora de Marketing B2B para Google América Latina.

A possibilidade de manter uma página on-line amplia os horizontes e quebra barreiras físicas. Empresas, de ateliê de doces a estúdio fotográfico, deixam de ser locais para serem globais. Elas podem melhorar a produtividade, diminuir custo e ampliar a taxa de crescimento, prossegue Susana. “Muitas oportunidades surgem. Há grande quantidade de companhias fora da web e queremos mudar esse quadro.”

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que entre 2000 e 2010, o número de micro e pequenas companhias aumentou de 4,2 milhões para 6,1 milhões indicando a força que esses negócios têm no País. Susana lembra ainda que PMEs com presença na internet apresentam 10% a mais de produtividade em comparação com as que não fazem parte desse mundo. “É terreno de oportunidades”, ressalta.

Web como forma de conhecer problemas de outras nações, compartilhar ideias e colaborar para um futuro melhor é pilar da Polycom, que atua no setor de comunicações unificadas (UC). A partir de parceria criada com a ONG Global Nomads Group (GNG), a companhia criou o “Agents of Change Program” que, por meio de videoconferência, promove diálogos interculturais entre jovens para abordar os desafios vividos em cada uma das comunidades. Em 12 anos de existência, mais de 1 milhão de pessoas foram conectadas em 45 países em todos os continentes.

Ruanda, na África, e Estados Unidos, com culturas diferentes, puderam falar sobre seus problemas, preocupações, desejos para o futuro e até mesmo desmistificam estereótipos que vivem no imaginário sobre como se vestem e vivem. “Estudantes percebem que não importa como você se parece, que língua fala ou onde vive, todos querem o mesmo: alegria, prosperidade e paz”, diz vídeo de apresentação da GNG. É a internet unindo pessoas e nações.

Talvez, diz Arrial dos Anjos, da Frost & Sullivan, o mundo dos Jetsons [desenho animado criado em 1962 que mostra um mundo repleto de recursos inovadores como pílula que substitui refeição e naves que transportam pessoas] esteja longe de acontecer.

A evolução da tecnologia da informação é inegável, basta olhar para trás. Exemplos como celular, internet, tecnologias que processam dados mais rapidamente, aparelhos que auxiliam no setor de saúde e tantos outros apontam que mudar o mundo é possível. A boa notícia é que com TI, o caminho é mais curto.

“TI é alavanca para desenvolver a economia de países, refletindo diretamente na vida dos cidadãos”, opina ele. “Podemos ir muito além. O planeta pede socorro e TI está aí para ajudar. Se a usarmos bem, vamos dar um grande passo e novas tecnologias surgirão para fazer mais e melhor”, comenta Prado, da Microsoft. Para Bicudo, da TGT Consult, somente um ponto pode destruir todas as perspectivas. “Nosso grande desafio é encontrar uma solução definitiva para o aquecimento global”, finaliza.

Megatendências que vão transformar o mundo
A Frost & Sullivan define as megatendências como elementos que impactam significativamente a sociedade, diferentes indústrias e empresas. Elas são chave para construir o futuro, viabilizar processos de inovação e mudar a produção e o planejamento de tecnologias. Abaixo, veja algumas das 36 megatendências que vão pautar a sociedade até 2020.

Urbanização: migração para as cidades vai impactar na mobilidade, no trabalho e nas sociedades.

Cidades e infraestruturas inteligentes: eficiência energética e eliminação de emissões de gases prejudiciais serão a premissa básica dessas iniciativas.

Geração Y: comportamento desse grupo vai influenciar desenvolvimento de produtos, tecnologia e estratégias de marketing.

Mulheres ganham espaço: cerca de 25 das 500 empresas que fazem parte da lista Fortune Global serão lideradas por mulheres. Elas terão mais decisões no desenvolvimento dos negócios.

Força da classe média: crescimento desse segmento da sociedade terá impacto em serviços e produtos e no poder de compra.

Geo-socialização: a próxima plataforma de rede social vai contar com serviços geográficos mudando a forma de interação entre as pessoas.

Novas economias emergentes: México, Argentina, Polônia, Egito, África do Sul, Turquia, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Irã serão os motores do crescimento econômico.

Terceirização: ganhará novos destinos como América Latina e Ásia Central.

Zonas de comércio: acordos, especialmente na Ásia, África e América Latina, deverão aumentar desenvolvimento e plataformas de comércio eletrônico.

Nuvens inteligentes: deverão sanar problemas específicos, integradas à infraestrutura existente de empresas.

Satélites: cerca de 900 novos estão navegando com sistemas que comportam tecnologias como machine to machine.

Mundo virtual: vai governar o mundo na educação, saúde, negócios e relações pessoais. Avatares vão simular vida real e interagir com vida virtual.

Robôs: tecnologia robótica e inteligência artificial vão ajudar na manufatura, serviços militares, segurança e transporte.

Eletrônicos: 3D HDTV, controle de vídeo por meio da mente são exemplos de tecnologias que estarão no mercado.
Tecnologias inovadoras: as emergentes serão observadas nas áreas de nanomateriais, lasers e materiais inteligentes.

Infraestrutura, energia, água e transporte: 41 bilhões de dólares serão destinados para essas áreas, resultando em melhoria na eficiência.

Fábricas do futuro: inteligentes e verdes, elas vão operar sem intervenção humana.

Saúde: com medicamentos mais inteligentes, hospital virtual, cyber doutores, indústria passará por mudança radical.

Energia: energias renováveis e energia nuclear vão responder por mais de um terço da geração até 2020.

Mobilidade: evolução da tecnologia vai acelerar interação entre mundo físico e virtual por meio de interconexões entre dispositivos móveis, sensores e máquinas.

Fonte: cio.uol.com.br

SOA nas PMEs: viabilidade e principais motivadores

Sim, é possível desenvolver projetos SOA em pequenas e médias empresas e se beneficiar
dessa infra-estrutura de sistemas, que vem a cada ano que passa, se mostrando
como um grande passo na forma de pensar e desenvolver sistemas. Mas obviamente
o SOA não é um fim em si. Como dissemos, o SOA é a infra-estrutura para que a
área de sistemas atenda melhor as áreas de negócios da empresa.

SOA nada mais é que o resultado da incessante busca dos desenvolvedores de maximizar a reusabilidade de códigos, visando maior produtividade no desenvolvimento e manutenção de sistemas. Nos primórdios, eram as sub-rotinas, procedimentos, componentes, objetos até chegar aos dias de hoje no conceito de serviços, fazendo com que o conceito de reutilização ultrapasse a barreira de ser
realidade dentro da própria linguagem e passe a ser realidade entre várias
tecnologias. Os novos sistemas serão compostos de um conjunto de serviços que
servirão de interface para integração com outros sistemas, automatização de
processos, entre outras possibilidades. Como conseqüência natural dessa busca
por reusabilidade, obteremos facilidade para integração de sistemas e sistema
mais flexíveis para se ajustar aos processos de negócios das empresas.

O fato é que o SOA abre novas possibilidades às empresas e iremos explorar essas
possibilidades à luz da realidade das PMEs.

Adotando vários sistemas aderentes às necessidades da empresa

Uma das grandes vantagens que o SOA traz às PMEs é a possibilidade de adoção de vários sistemas, sendo que cada um com maior aderência aos processos de negócios de sua empresa, quebrando o paradigma de que devemos optar sempre por um único
ERP.

Temos ouvido e seguido por vários anos que devemos adotar um único ERP pelo motivo central, que é a integração das informações. Só que isso nos leva a prejudicar
áreas de negócios, que são obrigadas a aceitar módulos de sistemas que não as
atende perfeitamente, mas em prol do paradigma do ERP único, são obrigadas a usá-lo.

Conseqüência disso é uma sobrecarga de atividades manuais e o uso intensivo de planilhas para complementar os controles, gerando duplicidade de informação, perda de qualidade de informação, entre outras conseqüências. Ou para se ter maior
aderência aos processos da empresa, se parte para a contratação de
customizações de algumas funcionalidades faltantes, o que implica pagar altos
valores e que, muitas vezes, ao longo dos anos, são superiores ao próprio valor
pago pelo ERP. Como estamos falando de PME, várias vezes a customização tem
valores que são inviáveis para sua realidade, fazendo com que o processo de
negócio não seja 100% atendido pelo sistema, tendo como conseqüência uma perda
de eficiência no suporte que TI dá aos negócios.

Os ERPs por serem genéricos, fazem com que a customização seja incorporada ao Sistema, o que as tornam mais complexas e trabalhosas de se implementar. Por serem
inevitáveis, os fornecedores de ERPs tentam evitar ao máximo essas
customizações, chegando inclusive a aumentar o seu custo para não incentivar
essa opção.

Atualmente, no Brasil, há uma vasta variedade de aplicações, sendo que cada uma com sua especialidade e a possibilidade de integração via SOA nos deixa livre para
adoção do que é melhor para cada área da empresa. Obviamente, devemos evitar
exageros nessa variedade de adoção, pois integrar também dá trabalho, mas com
certeza devemos privilegiar sistemas especialistas que tragam maiores
benefícios à nossa empresa.

Para ilustrar, vamos citar alguns dos muitos cenários possíveis e mais comuns
encontrados em PMEs:

Cenário 1 – Indústria

  • Sistema
    1: eCommerce (WEB)
  • Sistema
    2: ERP - Módulos Administrativos (Financeiro, Faturamento, Compras,
    Estoque, Contabilidade e Fiscal).
  • Sistema
    3: PCP: Módulos de Produção e Chão de Fábrica.

Cenário 2 – Comércio

  • Sistema
    1: ERP - Módulos Administrativos (Financeiro, Faturamento, Compras,
    Estoque, Contabilidade e Fiscal).
  • Sistema
    2: Frente de Loja.
  • Sistema
    3: Fidelidade de Clientes.
  • Sistema
    4: eCommerce (Web).

Cenário 3 – Serviço

  • Sistema
    1: ERP - Módulos Administrativos (Financeiro, Faturamento,
    Contabilidade e Fiscal).
  • Sistema
    2: Sistema de Controle de Chamados de Clientes / Ordem de Serviços.
  • Sistema
    3: CRM.

Dentro desse tema de utilização de vários aplicativos, podemos ainda chamar a atenção para o tópico de “Preservação do Investimento”, que como conseqüência da
possibilidade de se utilizar mais de um sistema, podemos manter alguns sistemas
que satisfazem a necessidade da empresa. Mas, por conta da falta de integração
com outras áreas, acaba por ser substituído, levando por água abaixo
investimentos realizados em software, hardware, treinamento, etc.

Realizando integrações de processos de negócios em tempo real e não
apenas de sistemas

Com a adoção de vários sistemas nas empresas, o SOA nos permite realizar integrações dos Processos em Tempo Real, no lugar das tradicionais integrações através de trocas de informações em lote (batchs). O processo Batch normalmente é
realizado através de troca de arquivos-texto ou bases de dados de
transferências. O caminho para dar agilidade e ganhos aos processos de negócios
das empresas é a realização das integrações em tempo real, o que nos leva a uma
quebra de paradigma no tópico integração.

As integrações devem ser pensadas á luz dos processos e não devem ter um enfoque
apenas técnico, que olhem para as bases de dados (tabelas dos sistemas) ao
invés de olhar aos processos. O correto é mapear os processos da empresa, que
envolvem os sistemas em questão, entender como podemos otimizar estes processos
e analisar onde há necessidade de integração, que informações devem passar de
um sistema a outro e em que momento.

A quebra de paradigma ao tradicional método de integração em Batch, tem sido umas das principais dificuldades em se implementar projetos de SOA que tragam reais
benefícios aos processos de negócios das empresas.

Muitos projetos de integrações de sistemas são feitos através de troca de arquivos, em
horários pré-definidos e que trazem um atraso inevitável a execução dos
processos na empresa. O caminho que o SOA nos oferece, para tornar a empresa
mais ágil, é sempre pensar em integrações em tempo real, que fazem com que a
informação de um sistema passe ao outro no momento da sua geração, criando
assim o conceito de se ter uma única aplicação composta na empresa.

Normalmente nas PMEs os profissionais das áreas de negócios e que dominam os processos ficam alheios aos projetos de integração, que ficam por conta apenas dos
profissionais de TI. Muitos por não terem desenvolvido ainda um visão mais próxima
aos processos da empresa e de suas necessidades por agilidade e flexibilidade,
dão soluções convencionais como a troca de arquivos (EDI – Eletronic Data
Interchange) para realizar a integração. Por isso, recomendamos fortemente que
os donos dos processos sempre participem das definições iniciais dos projetos
de integração, contribuindo assim com sua visão de negócio. Mas cabe aos
profissionais de TI saber que o SOA traz a possibilidade de integração em tempo
real e que por desconhecimento disso não coloque bloqueios técnicos
desnecessários aos projetos.

No cenário-exemplo de indústria, citado anteriormente, é fundamental que a área de
produção usuária do PCP, saiba em tempo real de todos os pedidos que são
recebidos pelo ERP, que por sua vez os recebe através do sistema de eCommerce.
Ou seja, num cenário em que o tempo real seja deixado de lado, podemos ter
horas ou até dias de atrasos inseridos no processo desnecessariamente, deixando
de trazer grandes benefícios à empresa.

Automatização de processos em prol da qualidade e agilidade na execução
dos processos

Outro grande benefício que o SOA traz às PMEs é a possibilidade de automatizar
processos, obtendo ganhos significativos de qualidade e produtividade na
execução dos processos da empresa.

Devemos analisar os processos críticos da empresa e buscar “sonhar” em como gostaríamos que eles fossem executados de forma automática e avaliar essa possibilidade a partir dos recursos de SOA disponíveis. O SOA nos auxilia na medida em que os serviços expostos pelos aplicativos tornam possíveis as execuções de integração de processos até mesmo entre serviços da mesma aplicação, possibilitando assim a criação de automatizações de processos.

Antes do SOA, essas automatizações eram possíveis apenas através de customizações internas aos sistemas existentes. Na prática, a automatização através do SOA, não deixa de ser uma customização, mas passa a ter uma característica
não-invasiva ao sistema. Dizemos que a customização fica desacoplada do sistema
em questão.

Podemos assim escolher a linguagem na qual iremos desenvolver a customização e não ficamos restritos à linguagem do aplicativo. Baixando assim custos e
reutilizando conhecimentos existentes na própria empresa.

Esse desacoplamento traz entre outros benefícios a possibilidade de receber novas
versões dos aplicativos, sem ter a necessidade de redesenvolver as
customizações sobre a nova versão.

Adoção de um ESB

O SOA traz junto com seus benefícios uma complexidade maior no gerenciamento sobre o funcionamento de todos esses serviços que estão sendo utilizados na empresa.
Com isso, surgiram produtos que foram batizados como ESBs (Enterprise Service
Bus), que atuam como um barramento de integração de serviços por onde passam
todas as integrações.

Muitos deles auxiliam de forma significativa na criação de serviços a partir de
sistemas legados que não possuem esse conceito nativamente. Hoje é possível,
por exemplo, tornar uma rotina escrita em COBOL em um webservice que pode ser
chamado por qualquer tecnologia atual. Ou transformar uma rotina Java em um
componente .NET (ou vice-versa) quebrando assim umas das barreiras atuais de
projetos de integração.

O uso do ESB não se restringe ao gerenciamento dos serviços em uso, mas também funcionam com um acelerador de produtividade na execução das automatizações e integrações dos processos. Alguns trazem componentes prontos e adaptadores para vários aplicativos, o que facilitam e muito a execução de projetos.

Caso a   adoção do SOA não seja apenas para uma solução pontual na empresa e sim devido   a uma decisão estratégica para a arquitetura dos sistemas, a inclusão de um   ESB no projeto é um pré-requisito. Abrir mão dele implica em perder gerenciamento, produtividade e segurança na execução dos processos.

Onde o BPM encontra o SOA

Alguns ESBs trazem tantas funcionalidades que chegam a serem classificados também como BPMS (Business Process Management Suite) com foco na integração ou se usado em conjunto com alguma solução de Workflow tornam-se BPMS completos.

Na prática, todos os temas explorados neste artigo, como integração de processos,
automatização de processos, maior visão de negócios, tempo real, entre outros,
são substemas do BPM. Com isso, se pode definir, em apenas um termo, qual é o
principal objetivo do SOA, diria que é o BPM, ou seja, o gerenciamento dos
processos de negócios.

A era do ERP nas PMEs afastou a visão de processo de muitas das empresas, que apostaram que o ERP iria resolver todos os seus problemas. O fato é que essas empresas se esqueceram de definir melhor seus processos e olhar para o ERP como parte de sua solução e acabaram por buscar a todo custo que o ERP resolvesse tudo, desde do que é básico até o que há de mais específico nos processos da empresa. Nesse ponto é que o SOA vem contribuir de forma significativa para a construção de
uma camada de negócios, que preencha o espaço entre a necessidade da empresa e
o que o ERP pode oferecer. É exatamente onde entra o conceito de BPM.

Todos os benefícios que exploramos neste artigo poderiam ser resumidos pelo
conceito de BPM, que é na prática a finalidade maior da existência do SOA.
Podemos definir o SOA com a infra-estrutura necessária para a implementação
do BPM.

Considerações finais

Como consideração final, reforçamos a necessidade que temos de que os profissionais
de TI cada vez mais se aproximem da área de negócios da empresa, passem a
dominar os processos e busquem alternativas para dar mais agilidade e
flexibilidade para a empresa. Ainda vemos muitos profissionais distantes dessa
visão e que estão envolvidos com questões técnicas, também importantes, mas que
não podem ficar limitados a essa visão. O SOA deve ser entendido como meio
(ferramenta) e não com fim em si mesmo, para a busca de melhorias nos processos
da empresa.

Cloud computing: evolução em 2012

Computação em nuvem vai mergulhar ainda mais fundo nas empresas com nuvens híbridas, clientes virtualizados e normas de segurança no topo das tendências

A computação em nuvem já se tornou amplamente aceita que não irá se classificar como um desenvolvimento interessante em 2012. Em vez disso, você verá uma aplicação mais organizada, aplicações de recursos para que a nuvem continue a ser usada em conjunto com as centrais de TI. Vamos dar uma olhada em que podemos esperar de cloud computing durante o próximo ano.

1. 2012: o ano da nuvem híbrida
A expressão mais evidente da tendência é o sério interesse em nuvem privada, onde cada vez mais o data center da empresa é dedicado a operações virtualizadas e automatizadas, incluindo o usuário final. Por quê? Porque a nuvem pública, se ainda não totalmente confiável, entende-se como um jogador de longo prazo. A movimentação para a computação em nuvem interna não está em oposição à nuvem pública. Pelo contrário, ela reflete o crescente senso dentro da TI de que seu próprio ambiente terá de ser o mais eficiente e compatível possível.

Iniciativas de cloud VMware seriam vacilantes se a virtualização tivesse parado na beira do servidor virtualizado. A gestão destes recursos é um passo gigantesco em direção à computação em nuvem interna.

2. Desenvolvimento
Falando de Cloud Foundry, a incomum iniciativa open source (incomum para VMware), lançada em abril passado, deu frutos incomum. Há uma crescente compreensão de que as aplicações em nuvem vão ser diferentes; que o desenvolvimento ágil nunca chegará próximo dos “devops”. Ambas as realizações foram atrás de Cloud Foundry, nomeada a melhor plataforma de desenvolvedor geral em uma recente pesquisa feita por programadores da Evans Data. Venceu o Microsoft Azure e Smart Cloud da IBM, ambos bem provisionados com ferramentas de desenvolvimento, assim como o Google App Engine com seus Gadgets.
Por que Cloud Foundry ganhou? Bem, eu acho que o Evans Data apela para programadores independentes, aqueles que são usuários menos frequentes da IBM Rational ou das ferramentas Visual Studio, da Microsoft (embora haja uma abundância de programadores da empresa usando Cloud Foundry).

Além disso, a VMware está escrupulosamente cultivando um ambiente aberto, onde todos são bem-vindos. Cloud Foundry é uma plataforma para projetos Spring Framework, feito por desenvolvedor Java. A plataforma Foundry apoiará linguagens dinâmicas como PHP e Python. Está se tornando uma das poucas plataformas de desenvolvimento amplamente favoráveis, onde muitos grupos de programação podem encontrar um lar.

3. Finalmente, os clientes virtualizados
Maior do que o desenvolvimento, no entanto, é a busca por clientes virtualizados. Até agora, a história de sucesso tem sido servidores virtualizados, com a grande massa de clientes confusos e atrasados em relação à tecnologia. Em 2012, este cenário está prestes a mudar. Dizemos que isto iria acontecer no ano passado, certo? Desta vez, é real. Grandes avanços estão sendo feitos para manter os clientes virtualizados seguros, em alguns casos, liderados pelo Citrix Systems. Se desktops virtuais são mais seguros do que os físicos, então uma importante justificativa de custo para a mudança se materializa. Uma interface de usuário virtual que pode mover-se de dispositivo para dispositivo resolve alguns dos conflitos, evitando a transição “trazer-seu-próprio-computador” para trabalhar. Procure os principais fornecedores ATM e Diebold para descrever como o cliente-final está usando as transações virtuais para assegurar suas redes de ATM. Dados pessoais não podem ser roubados (do jeito que estava em supermercados). Se ele funciona em caixas eletrônicos, pode dar certo com os seus clientes-finais.

4. Cloud Security… em profundidade
Em uma conversa, Joe Coyle, CTO da Capgemini, fez uma previsão interessante: “Um modelo de segurança já aceito virá para a nuvem em 2012.” Amazon começou 2011 com uma nova PCI-compliace e disse que transações seguras de cartão de crédito poderiam ser executadas em EC2. Durante o ano, Harris implementou o seu Centro de Integração de Cyber para processamento de dados de cuidados da saúde. Segurança pode ser conseguida na nuvem. “É uma questão de clientes e fornecedores entenderem quem tem quais responsabilidades a cumprir”, disse Coyle. E, em 2012, um modelo de como isso pode ser alcançado será posto em prática.

5. Green Eye Shades ou Shades Of Green?
Construtores de novos datacenters, incluindo Facebook, Google, Amazon e Microsoft vangloriam os novos níveis de eficiência energética que eles conquistaram. Nem todas as aplicações precisam de 300 watts, de alta capacidade, e servidores de alta velocidade por trás delas. Em alguns casos, 15 ou 20 watts serão o suficiente. O uso intenso de dispositivos móveis poderia, em muitos casos, ser servido pela energia eficiente de data centers, talvez preenchido com servidores como um dos que a HP anunciou usando chip da ARM Calxeda. Talvez os servidores de chip Cortex, usando energia 89% a menos que os convencionais, ainda não seriam a melhor plataforma para streaming de vídeo que você quer ver. Mas manteriam sua empresa fora da zona vermelha do alto consumo de energia.

6. Indo para o lado escuro
Em 2012, veremos o primeiro incidente em que um hacker ficará dentro de uma nuvem pública e produzirá mal e destruição. O invasor parece entender sua infraestrutura, as suas medidas de proteção e por um tempo vai desafiá-las. O CIO Jerry Johnson contou de como um hacker (invasor não identificado, mas possivelmente um chinês) entrou no Pacific Northwest National Lab, é muito interessante uma história me permitir acreditar que a nuvem pública tem melhores defesas. Nesta fase da computação em nuvem, muitas portas estão abrindo e fechando constantemente para a nuvem pública. A defesa é necessária e está vindo, mas não é suficiente para evitar um incidente.

fonte: informationweek.itweb.com.br

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Logo Danresa

Veja o Case de Sucesso da DANRESA no cliente Eurobrás sobre Virtualização.

 

Veja as 11 notícias de TI mais lidas em 2011

A lista das 11 notícias na área de TI mais lidas em 2011 reúne os processadores da linha Core i7 da Intel, o programador Richard Stallman que considerou “boa” a morte de Steve Jobs e o uso do sensor Kinect para controlar equipamentos eletrônicos por meio de gestos. Veja abaixo estas e outras notícias:

1º- Novo i7 vai matar placa de vídeo, diz Intel –  A Intel apresentou em janeiro, em Las Vegas, novos processadores da linha Core i7 que, na opinião da empresa, dispensam os integradores de montar PCs com placa de vídeo.

2º- Stallman `comemora` morte de Jobs – Um dos principais nomes do software livre do mundo, Richard Stallman se pronunciou sobre a morte de Steve Jobs. E a considerou, de certa maneira, boa.

 3º- Vírus infecta aviões-robôs dos EUA – A área de tecnologia da Força Aérea americana encontrou vírus em vários drones – aviões de guerra que são pilotados por robôs.

 4º- Kinect para Windows será como Minority Report – Com o Kinect para Windows, a Microsoft planeja uma nova geração de PCs controlados por gestos, como a tecnologia exibida no filme Minority Report.

 5º- O futuro incerto do touchscreen – Os donos desses produtos não precisam de muitos motivos para demonstrar as funções superiores de seus aparelhos. A tela sensível ao toque é rápida, é divertida – é o futuro.

6º- Google decide fechar Google Labs – O espaço dedicado à produtos experimentais e serviços customizáveis pelo usuário será extinguido para que a empresa possa focar em “produtos importantes”, diz post em seu blog oficial.

7º- Receita deixa de emitir CPF em cartão – Para ter o número do CPF, basta comparecer às agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos Correios e apresentar um documento oficial de identidade.

 8º- Antropóloga estuda usabilidade do Ubuntu – Antropóloga ela veio ao Brasil estudar a usabilidade do sistema operacional e conversou com a INFO.

 9º- Câmara aprova desoneração da folha de TI – O objetivo da medida é reduzir custos e aumentar a competitividade da indústria brasileira de TI no mundo, além de reduzir a informalidade.

 10º- Serviço UOL Host fica 72 horas fora do ar – O serviço de computação em nuvem e hospedagem do UOL, o UOL Host, sofreu problemas técnicos em novembro deste ano.

 11º- Orelhões no RJ oferecem Wi-Fi gratuito – A operadora Oi anunciou a instalação de orelhões na cidade do Rio de Janeiro que também oferecem acesso à internet gratuitamente.

fonte: info.abril.com.br/noticias

Seis funções de TI que serão muito bem remuneradas em 2012

Em todo o país, e no exterior, com exceção dos países europeus, as companhias estão competindo por talentos em TI.

Meridith Levinson, CIO/EUA

Apesar das previsões sinistras sobre como a computação em nuvem vai reduzir os departamentos de TI, 2012 pode vir a ser um grande ano para alguns profissionais. O próprio modelo de cloud computing criou novas funções para profissionais de TI, e a proliferação de smartphones e tablets despertou demanda por desenvolvedores de software. O mercado de trabalho de TI, que experimentou uma forte recuperação em 2011, após a recessão, deve ser ainda mais brilhante em 2012, apesar dos desafios econômicos globais. Especialmente no Brasil, onde os profissionais mais qualificados já têm salários acima da média mundial para as respectivas funções.

Quer mais uma boa notícia? Em todo o país, e no exterior, com exceção dos países europeus, as companhias estão competindo por talentos em TI. Aqui estão as seis empregos de TI que os especialistas dizem que terão maior demanda e os melhores salários em 2012. A melhor parte: muitos desses trabalhos também são divertidos, sério.

1. Desenvolvedores de aplicativos móveis

Profissionais de TI que possam desenvolver aplicações para dispositivos móveis são commodity em TI hoje em dia. Especialistas em RH concordam que este grupo irá permanecer nesta posição invejável até 2013, como as empresas correndo para adaptar os seus sites e aplicativos para smartphones e tablets.

A demanda por desenvolvedores de aplicativos móveis é óbvia na Dice.com, onde anúncios de emprego para Android e iPhone cresceram 129% e 190%, respectivamente, em relação a 2010. Nos Estados Unidos, um desenvolvedor Android pode exigir entre 70 dólares por hora a 100 dólares por hora em um contrato.

2. Os desenvolvedores de software

Desenvolvedores de aplicativos baseados em PC não devem se sentir desprezados por seus colegas móveis. As empresas precisam de sua quota de Java,. NET, C #, SharePoint, e desenvolvedores web. Java continua sendo uma plataforma quente, por ser aberta, falar com qualquer sistema de back-end, e ser usada em grandes organizações para transferir dados de sistemas legados. Conseqüentemente, a faixa salarial para os desenvolvedores Java nos Estados Unidos parte de 60 mil dólares por ano até 150 mil dóalres por ano, dependendo da experiência. A taxa média dos contratos para os desenvolvedores Java é de 90 dólares por hora. Salários-base para os desenvolvedores Web variam de 61 mil dólares por ano a 99 mil dólares por ano, de acordo com a Robert Half.

3. Designers de UE

Como muitas das empresas estão desenvolvendo aplicativos-se para PCs ou dispositivos móveis, voltados para o cliente, precisam de interfaces com usuário ou designers de UE (User Experience) para garantir aplicações intuitivas e divertidas de usar. A Robert Half afirma que os salários iniciais para os designers de UE vão subir 6,7% em 2012.

4. Profissionais de TI Segurança

Como as ameaças à segurança da informácão e as crescentes violações de dados, as organizações precisam de profissionais de TI que possam afastar ataques de malware e ladrões cibernéticos. A oferta de anúncios de emprego na Dice.com para vários tipos de profissionais de “cibersegurança” aumentaram 141% em 2011 sobre o ano anterior.

Organizações que começam a migrar para o modelo de computação em nuvem também estão estimulando a demanda por profissionais de segurança de infraestrutura, diz Prescient Solutions ‘Irvine. “Ao colocarem aplicativos na nuvem, as empresas têm mais caminhos na Internet”, diz ele. “Eles têm que ter um ambiente mais seguro para controlar entradas e saídas de um ambiente para o outro.”

A Robert Half projeta aumentos de 6% nos salários-base para os analistas de segurança de dados.

5. Arquitetos de Data Warehouse, analistas e desenvolvedores

O desejo das empresas para extrair percepções dos petabytes de dados em seus sistemas de back office impulsionam a demanda por arquitetos de data warehouse, analistas e desenvolvedores. As empresas farão um grande esforço em 2012 para limpar e organizar seus dados para que possam fazer melhor uso deles.

A Robert Half espera que os salários-base para os analistas de data warehouse subam 6,7%, podendo atingir o patamar de 119 mil dólares por ano em 2012. Já os salários dos desenvolvedores de data warehouse poderão ter contratos com taxas variando de 65 dólares a 85 dólares por hora. Arquitetos de data warehouse podem ganhar 160 mildólares por ano ou 80 dólares (ou mais, dependendo da experiência) por hora em contrato.

6. Profissionais de infraestrutura

Computação em nuvem não vai eliminar empregos em infraestrutura. Agora e em 2012, as migrações para cloud computing e Windows 7 migrações aquecem a demanda por engenheiros de rede e administradores de sistemas.

As empresas estão procurando profissionais de TI que possam configurar e gerenciar servidores virtuais e ambientes virtuais de armazenamento, que possam identificar quais aplicações são as mais utilizadas, e que sabem como realocar armazenamento em disco rígido entre as várias aplicações.

Engenheiros de rede devem ver os seus salários subirem 5,8% devido ao aumento da demanda em 2012, para uma faixa de 75 mil dólarea a 108 mil dólares por ano, de acordo com a Robert Half.

Fonte: http://cio.uol.com.br/gestao/2011/12/09/seis-funcoes-de-ti-serao-muito-bem-remuneradas-em-2012/

Falta de especialização é conflito na área de TI

A falta de pessoal especializado para trabalhar na área de tecnologia da informação (TI) tem criado um cenário complexo para as empresas do ramo no Brasil. Enquanto na construção civil o drama envolve basicamente os funcionários à frente das obras propriamente ditas, na área de pesquisa e tecnologia a dificuldade maior é preencher vagas de primeiro escalão, ou seja, de cargos de chefia e liderança aos especializados em desenvolvimento de soluções de alta performance e inovação. 

Para muitas empresas de TI, a questão é ainda mais latente na decisão sobre o que seria menos complicado: capacitar um funcionário com treinamentos, cursos e afins, ou investir na contratação de estrangeiros de alto gabarito, e já formados na área. Em ambos os casos há complicadores: o primeiro envolve a questão financeira, devido ao aumento da concorrência que canibaliza o segmento. Há perigo de, depois de anos de cursos de aperfeiçoamento oferecidos ao contratado pela empresa, ver a expertise proporcionada ao funcionário dobrar o seu “passe” no mercado de TI. Desta maneira, o risco de a contratante perdê-lo para a concorrência é alto. 

Já na outra ponta, mesmo que a crise econômica internacional coloque à disposição para os países emergentes uma grande quantidade de mão de obra qualificada, já que as empresas fora do País têm enxugado seus quadros e uma série de executivos poderiam vir para o Brasil preencher essas lacunas, a burocracia da contratação pode durar de quatro a até seis meses, e se torna mais um empecilho.�
De acordo com Juliana Zuccarello, especialista que atua na área de TI da Havik, consultoria de recrutamento e desenvolvimento de profissionais, uma solução é começar a haver uma repatriação de brasileiros que estão fora do País, e hoje têm toda condição de voltar já que os salários no setor estão inflacionados, por conta da alta demanda. “Então as empresas já pagam aqui valores similares às empresas no exterior.”

Fora isso, a executiva acredita que o mercado deverá ficar mais atento a questões como a da flexibilização de perfil. “Uma questão importante é como olhar para um candidato quase sem experiência, por outro lado com sólida formação acadêmica. É preciso ver se ele tem número grande de cursos, se é fluente em outros idiomas, se tem perfil autodidata e inovador. Isso deve ser relevante.” 

Juliana lembra também que muitas empresas acabam buscando profissionais ainda na faculdade, e acabam por finalizar a capacitação do profissional. Aí entra a questão da retenção do talento. Segundo Cristian Vidigal, sócio diretor da Vertis, especializada em soluções de negócios baseadas em tecnologia de Web, adotar mimos como games, fones modernos e outros aparelhos de ponta pode ser algo atrativo.

“Diferentemente de áreas como a de publicidade, em que as agências colocam salas com mesas de sinuca e criam espaços lúdicos para o pessoal de criação, na área de TI o pessoal está mais interessado mesmo em experimentar novos produtos, aqueles que acabaram de entrar no mercado. Oferecer o que há de mais high- tech é o que deixa qualquer profissional da área com um sorriso no rosto”, brinca Vidigal.

Centros de pesquisa

A competência da mão de obra local e as particularidades do mercado nacional despontam como diferencial para as demais filiais da Avaya, empresa fornecedora de serviços de telefonia integrada. Para Carlos Bertholdi, diretor de Serviços da Avaya Brasil, isso justificaria a escolha da Avaya em adotar a estratégia de centralizar sua produção na China, porém manter centros de desenvolvimento – chamados lab (laboratório, em inglês) – nos demais países onde atua, como no Brasil. 

Na América do Sul, a empresa tem labs também na Argentina. Por aqui, e no território dos hermanos argentinos, a empresa desenvolve softwares para projetos nos setores financeiro e também na área de contact center. Segundo Bertholdi, o centro de desenvolvimento brasileiro da empresa se destacou em 2011 a ponto de exportar seus serviços para o exterior. 

“Existem necessidades de nossos clientes no campo do software, por exemplo, que a operação global da empresa só consegue achar a solução aqui no laboratório brasileiro. Muitos dos problemas que tivemos que resolver no setor bancário daqui, os quais conseguimos atender na maioria, apareceram tempos depois em países da Europa e nos EUA. Como já tínhamos passado por isso, delegaram que o centro brasileiro os resolvesse”, conta. 

O executivo diz, ainda, que o nível de exigência e complexidade do setor financeiro nacional é muito mais alto do que os de outros países. “Apesar de serem conservadores na adoção de novas tecnologias, os bancos de varejo que atuam no Brasil costumam adquirir soluções avançadas e que demandam de muita segurança e escala. Muitas vezes são sistemas e necessidades que encontramos aqui no País primeiro do que em outros mercados”, diz. Por conta disso, construir estratégias que retenham essa mão de obra especializada é uma das metas da Avaya para 2012. 

Parque Tecnológico

Líder mundial em equipamentos e sistemas para armazenamento de dados, presente em mais de 80 países, a subsidiária brasileira da EMC, fundada nos Estados Unidos, lançou há alguns dias a pedra fundamental do centro de pesquisa e desenvolvimento que irá construir no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, na capital fluminense. O presidente da EMC, Carlos Cunha, em evento em São Paulo, explicou que a principal atividade do centro serão a pesquisa e o desenvolvimento aplicados nas áreas para grandes dados (big data) e óleo e gás, e que a empresa deve investir nos próximos cinco anos algo em torno de R$ 100 milhões, em projetos em todo o Brasil. 

Para o diretor de Vvendas da EMC Brasil, Luis Henrique Pessanha, a dificuldade para o setor de TI justamente da questão de mão de obra é alarmante. Para ele, ao montar um centro de pesquisas big data, principalmente de olho no segmento de off shore no Brasil, demonstra como a EMC dá um salto e quão interessada e envolvida está com sua atuação no mercado brasileiro. “Mas realmente a questão de profissionais para o segmento é um assunto que preocupa”, destaca. Ele ressalta que, no Rio, a ideia é investir em tecnologias para armazenar e processar grandes volumes de informações, logo a procura por desenvolvimento de pesquisa e inovação vai ser mais acirrada.

Fonte: http://www.dci.com.br/Falta-de-especializacao-e-conflito-na-area-de-TI-9-401828.html

17 previsões para 2012 em tecnologia

As mudanças trazidas pelos dispositivos móveis e pela computação em nuvem tendem a se acentuar em 2012

São Paulo — Como acontece todos os anos, os principais oráculos da tecnologia começam a divulgar suas previsões para 2012. A IDC soltou uma lista há alguns dias e o Gartner Group liberou outra hoje. Ambas são baseadas em análises do mercado elaboradas pelos especialistas das respectivas empresas. Confira dez tendências em tecnologia feitas por elas para 2012 e os próximos anos.

A IDC prevê que, em 2012, o mercado mundial de tecnologia da informação vai movimentar 7% mais dinheiro que em 2011. O crescimento previsto é similar ao deste ano, estimado em 6,9%.

 2 A China ultrapassa o Japão

 Do total que será investido em TI no mundo, 28% serão gastos nos países ditos emergentes. E a China deve ultrapassar o Japão em gastos com TI.

 3 Tablets conquistam as empresas

 Até 2016, pelo menos metade dos usuários de e-mail empresarial vão ler e escrever suas mensagens num tablet ou outro dispositivo móvel, diz o Gartner.

 4 Os aplicativos saem do PC

 O Gartner prevê que, até 2015, os projetos de desenvolvimento de aplicações para smartphones e tablets vão ser quatro vezes mais numerosos que os projetos de aplicativos para PCs.

 5 O Kindle Fire ganha espaço

 Para a IDC, o Kindle Fire, da Amazon, vai conquistar 20% do mercado de tablets em 2012. É um número notável para uma empresa que acabou de chegar a esse mercado, onde já existem líderes consolidados como a Samsung e, claro, a Apple.

 6 O mundo móvel entra em guerra

 Na análise da IDC, 2012 será um ano decisivo na batalha dos sistemas móveis. O Android deve continuar na liderança, seguido pelo iOS. E o ano será crucial para Microsoft, RIM e HP, que deve voltar à disputa.

 7 A Microsoft pode comprar a Netflix

 Para a IDC, o sucesso do Windows 8 nos tablets é crucial para a Microsoft. Mas isso depende de a empresa comprar ou fazer uma aliança com um provedor de conteúdo na nuvem, como a Netflix.

8 O dinheiro vai para a nuvem

Para a IDC, a computação em nuvem vai crescer quatro vezes mais rapidamente que o mercado de TI em geral. Em 2012, os serviços na nuvem devem movimentar mais de 36 bilhões de dólares. Esse mercado será disputado por Amazon, Google, IBM, Microsoft, Oracle, Salesforce.com, VMware e outras.

 9 Os aplicativos também vão à nuvem

 A IDC vê uma migração em massa rumo à computação em nuvem em 2012. Mais de 80% dos novos aplicativos corporativos serão voltados para a nuvem. Das aplicações já existentes, 2,5% serão portadas para a nuvem.

10 A segurança preocupa

 Nas contas do Gartner, no final de 2016, mais de 50% das mil maiores companhias do mundo vão armazenar dados confidenciais dos clientes em serviços terceirizados de computação em nuvem. Isso deve aumentar as preocupações com a segurança. 40% das empresas vão exigir testes de segurança independentes ao contratar esses serviços.

 11 O crime cresce

 Até 2016, o impacto financeiro dos crimes digitais vai aumentar 10% ao ano, diz o Gartner. A razão será a descoberta de novas falhas de segurança nos sistemas.

 12 A energia encarece os serviços

 Até 2015, os preços de 80% dos serviços na nuvem vão incluir uma sobretaxa global de energia, prevê o Gartner.

 13 Carros e televisores entram na internet

 O número de aparelhos eletrônicos de consumo conectados à internet vai superar o de computadores em 2012. A conta, da IDC, inclui desde sistemas a bordo de automóveis até televisores e outros produtos de entretenimento doméstico.

 14 A montanha de dados cresce

 O volume de dados digitais no planeta vai crescer 48% em 2012, atingindo 2,7 zettabytes (cerca de 2,7 sextilhões de bytes) na estimativa da IDC. Para 2015, o volume previsto é 8 zettabytes.

 15 Big data é desafio

 A análise de grandes volumes de dados, conhecida como big data, estará no radar das empresas em 2012. Mas, até 2015, só 15% das maiores companhias vão conseguir explorar essa tecnologia para obter vantagem competitiva, diz o Gartner.

 16 A Amazon chega à maioridade

 A Amazon vai entrar para o clube das empresas com faturamento superior a 1 bilhão de dólares em TI, diz a IDC.

 17 A bolha estoura

 Para o Gartner, há uma bolha de investimentos em redes sociais e ela vai explodir em 2013. Em 2014, será a vez das companhias que desenvolvem aplicativos sociais para empresas, área onde os especialistas veem outra bolha sendo inflada.

Fonte: info.abril.com.br

Microsoft abre SkyDrive para os desenvolvedores

O SkyDrive, serviço de armazenamento em nuvem da Microsoft, será aberto aos desenvolvedores.

A decisão da Microsoft foi disponibilizada junto com a atualização do serviço, que aumentou sua capacidade de armazenamento para 25 GB gratuitos por usuário.

A intenção da Microsoft é melhorar a integração do SkyDrive com aplicativos para o acesso e compartilhamento de documentos e fotos. Segundo a empresa, desenvolvedores de apps preferem essa integração com nuvens que têm mais conteúdo e que se conectam na maioria dos dispositivos.

O update no serviço trouxe melhorias como publicação direta de arquivos em redes sociais, permissões para editar documentos, pastas para armazenamento que podem ser arrastadas diretamente do computador para nuvem e suporte a linguagem HTML5.

fonte: INFO Notícias

Microsoft fala sobre como funcionará o sistema de busca no Windows 8

Fonte: http://www.guiadopc.com.br/noticias/20808/microsoft-fala-sobre-como-funcionara-sistema-busca-windows-8.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+guiadopc+%28Guia+do+PC%29&utm_content=Google+Reader

Por Felipe Alencar

Confesso que usei por pouco tempo o já obsoleto Windows Vista. Logo depois fiz o upgrade para o Windows 7, logo após seu lançamento, com o qual estou até hoje. E nas raras vezes que ponho as mãos no decano Windows XP, mesmo que por um pouco de tempo, uma das coisas que eu mais sinto falta não é a taskbar e suas jumplists, ou mesmo a interface Aero, mas sim da barra de pesquisa no meu Iniciar. É tão prático teclar a Winkey e já digitar as iniciais de algum programa instalado na máquina… No entanto esse ótimo e simples recurso só surgiu em 2007, com o malfadado Vista. Mas agora a Microsoft pretende melhorar.

Tendo em vista que os HDs estão cada vez maiores, e os usuários guardam cada vez mais músicas, filmes, imagens e toda sorte de documentos e programas em seus discos rígidos, um sistema de busca eficiente integrado ao sistema operacional se faz imprescindível. Em seu blog, Building Windows 8, a Microsoft detalhou em um enorme post como funcionará a busca no próximo sistema, que inclusive já podemos testar.

Busca no Windows 8Busca no Windows 8

Baseada em pesquisas feitas com os usuários, a Microsoft descobriu que 67% das buscas feitas no sistema eram para localizar programas. 22% para encontrar arquivos e 9% para chegar até configurações do painel de controle. Com isso, os desenvolvedores do sistema estão trabalhando para que os resultados do Windows 8 sejam bem hierarquizados entre aplicativos, arquivos e configurações.

Além disso, a Microsoft acredita que na nova interface Metro, que possibilitará a instalação de aplicativos escritos especialmente para essa interface facilmente, através de sua lojinha de apps, nos moldes da App Store, os usuários instalarão muitos apps, como nunca antes foi instalado. Baseada nessa previsão, é que ela está focando o resultado das buscas internas no Windows especialmente nos aplicativos. Mas, ainda segundo a empresa, será bem intuitivo navegar por entre os outros tipos de resultados.

Além disso, a Start Screen do Windows 8 trará sugestões de buscas e filtros, o que pode facilitar ainda mais a busca por qualquer coisa que esteja perdida no sistema. Eu acho bem conveniente essas mudanças, ainda mais com a retirada do menu Iniciar, que na minha opinião, serve principalmente para pesquisas. Vamos torcer para que a Microsoft acerte a mão mais uma vez e quebre o incômodo tabu de lançar um SO bom e outro ruim. Abaixo, um vídeo explicando o novo sistema de busca:

Windows 8 virá com Hyper-V

A Microsoft confirmou com um post no blog Building Windows 8 a chegada do Hyper-V a versões “cliente” do Windows. O Microsoft Hyper-V é como o Windows Virtual PC, um programa de virtualização baseada em hipervisor para sistemas de 64 bits com processadores baseados em AMD-V ou Intel Virtualization Technology, tecnologias de virtualização. Só que o Hyper-V é dedicado a usos mais avançados.

Uma das características do Hyper-V é a capacidade de tirar snapshots de uma máquina virtual enquanto ela está em execução. Uma snapshot salva tudo sobre a máquina virtual que lhe permite ir de volta para um ponto anterior no tempo na vida de uma máquina virtual, e é uma ótima ferramenta para auxiliar na resolução de problemas complicados que a máquina venha a enfrentar.

Atualmente o Hyper-V está disponível apenas nas duas últimas versões do Windows voltadas para uso em servidores, o Windows Server 2008 e 2008 R2. A versão que virá no novo sistema operacional é a 3.0 e ela também suportará um novo formato de disco rígido virtual, o VHDX. Este novo formato permite a criação de discos rígidos virtuais com até 16 TB de capacidade, enquanto que o limite do VHD é de 2 TB.

A Microsoft dará mais detalhes dessa feature e de dezenas de outras mais na próxima semana durante a conferência BUILD, onde talvez será apresentada a versão pública de testes do Windows 8.

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