Para CIOs, nuvem é atraente mas telecom inibe adoção no Brasil

Executivos que participam da IT Leaders Conference 2012 disseram que já percebem os ganhos do modelo, embora reconheçam que os contratos precisam de ajuste fino.

Edileuza Soares

A nuvem é considerada atrativa para CIOs que estão participando da IT Leaders 2012 Conference pela sua flexibilidade e possibilidade de contratação rápida dos recursos de TI. Entretanto, alguns apontam que problemas com a infraestrutura de telecomunicações são uma barreira para acelera a adesão desse modelo no País.

Os executivos tiveram oportunidade de discutir o tema durante um debate realizado na tarde desta quarta-feira (23/05) sobre “Technology Upadate”, comandado pelo analista da IDC, Anderson Figueiredo, que apresentou o cenário do Brasil nesse movimento e fez comparações sobre o jeito das empresas do país de contratar aplicações em nuvem. As soluções mais procuradas são software.

“Fomos para nuvem e estamos trazendo nossa aplicação para casa por causa de lentidão na conectividade”, revela Aníbal Mendes, CIO da Scopel Desenvolvimento. A sua companhia colocou há um ano e meio na cloud duas aplicações: RH e gerenciamento de projeto.

Agora a Scopel está tirando da nuvem apenas a aplicação de gerenciamento de projeto. “Tivemos benefícios com a nuvem. O maior deles foi a implementação do software em apenas 90 dias”, contabiliza Mendes, lamentando as dificuldades que o Brasil enfrenta com conectividade em algumas regiões.

O CIO da Tavex, Alberto Henry Riff, avaliou a migração do e-mail de 1,8 mil usuários para a nuvem, mas decidiu manter a aplicação dentro de casa por causa dos custos dos links de telecomunicações.

“Os preços que nossas filiais do México, Espanha e Marrocos pagam pela conectividade são muito mais baixos que os praticados no Brasil”, reclama o executivo, que apontando ainda a limitação das taxas de velocidade do País, também menor do que as contratadas pela companhia em outros mercados.

Riff observa que os grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiros estão bem atendidos de infraestrutura de comunicações, mas que em outras regiões o serviço é ainda é precário, o que encarece os custos.

Cuidados para não perder o trem

Figueiredo concorda que a infraestrutura de telecomunicações no Brasil é uma barreira para o avanço de cloud computing, mas ele acredita que esse cenário deverá mudar com Copa do Mundo e Olimpíadas. Esses grandes eventos vão obrigar o País a ampliar os serviços de comunicações.

“Telecomunicações é um problema verdadeiro para nuvem, mas os CIOs precisam tomar cuidado para não transformar esse argumento em um amuleto”, adverte o analista da IDC, afirmando que as empresas não terão como ficar de fora dessa tendência, que não é mais modismo.

Na avaliação do analista, o Brasil já passou da fase de educação sobre cloud. “Os CIOs brasileiros estão comprando cloud e entendem o conceito. Mas eles têm dificuldades para justificar os custos desse serviço para as áreas de negócios”, constata Figueiredo. Isso ocorre, segundo ele, em razão de os provedores ainda não conseguirem mostrar com exatidão o ROI (retorno do investimento) da nuvem aos compradores.

Figueiredo diz que os contratos ainda precisam de ajuste fino, etapa que já foi vencida em mercado onde cloud computing está mais madura como é o caso dos Estados Unidos.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/especiais/2012/05/24/para-cios-nuvem-e-atraente-mas-telecom-inibe-adocao-no-brasil/

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