Cloud computing causa revolução no desenho do mercado

Apesar do ceticismo, conceito deverá promover uma disparada nos investimentos em 2012, apontam consultorias do setor de TI.

SOLANGE CALVO

Nada será como antes, dizem analistas sobre o impacto causado pelo conceito cloud computing. Ele, de fato, revolucionou a forma de entregar e de adquirir tecnologia da informação e comunicação, afirma Bruno Arrial dos Anjos, analista sênior de mercado da Frost & Sullivan do Brasil.

O analista diz que a aceitação de cloud pode ser constatada em variadas pesquisas. Em uma delas, realizada pela consultoria em 2010 no Brasil, com mais de cem empresas de grande porte, 54% já usavam algum tipo de solução na nuvem. Desse universo, 86% adotavam o modelo software como serviço (SaaS). Outro dado interessante é que 66% das empresas que participaram disseram que continuarão investindo em nuvem ou vão testar soluções baseadas no conceito.

Realizado em setembro de 2011, outro levantamento da consultoria, desta vez com médias companhias, aponta como principais barreiras para a adoção de computação em nuvem, as questões que envolvem segurança, qualidade da internet no Brasil e integração com o legado, nesta ordem.

Mas ainda com ceticismos, o conceito deverá promover uma disparada nos investimentos em 2012. Estudo da KPMG Internacional com empresas do mundo todo prevê aquecimento nos investimentos para 2012. Algumas delas planejam alocar mais de um quinto do orçamento em computação em nuvem no próximo ano, de acordo com o relatório “Clarity in the cloud: the impact, opportunity and risk of cloud”, sumário do estudo global da empresa sobre computação em nuvem.

“Evidentemente, essas constatações anunciam que a hora da computação em nuvem é agora”, afirma Frank Meylan, sócio de Management Consulting da KPMG no Brasil. Ele diz que a computação em nuvem está transcendendo a TI e influenciando de modo amplo as relações comerciais, uma vez que um terço dos entrevistados afirmou que ela mudaria fundamentalmente seus negócios. “O que é significativo, considerando que muitas organizações ainda estão desenvolvendo suas estratégias de nuvem.”

“A adoção da computação em nuvem está mudando rapidamente do patamar de uma vantagem competitiva para uma constatação de necessidade operacional, possibilitando inovação que pode criar novos modelos de negócios e oportunidades”, afirma Steve Hill, vice-presidente de Investimentos Estratégicos da KPMG nos Estados Unidos.

Para Mauro Peres, gerente-geral da consultoria  IDC no Brasil, embora o conceito ainda gere uma série de questionamentos, ele veio para ficar, e acena com aumento significativo do uso. Ainda em estágios iniciais, no futuro, a computação em nuvem, as redes sociais e a mobilidade combinarão o próximo ponto de conexão, no qual os data centers darão espaço para data cloud (nuvem de dados) e os dispositivos móveis vão se tornar janelas para nuvens pessoais. A computação pessoal irá se tornar uma computação massiva e colaborativa e as tecnologias de informação serão ofuscadas pelas “informações ecológicas” (information ecologies).

“O impacto dessas forças fará com que as arquiteturas dos últimos 20 anos fiquem obsoletas. Juntas, elas pressionam e nos levam a criar negócios pós-modernos, orientados pela simplicidade e pela desconstrução da força criativa”, diz vice-presidente do instituto de pesquisas Gartner, Peter Sondergaard.

Com essas mudanças, o especialista do Gartner acredita que a TI terá um papel mais relevante para os negócios do que nas décadas anteriores. “Para que os líderes de tecnologia da informação nesse ambiente possam conduzir suas linhas de frente e reinventar o setor. Eles ainda precisam abraçar os negócios pós-modernos, em que as empresas são dirigidas pelo relacionamento com os clientes, animadas pela explosão da informação, da colaboração e da mobilidade”, diz o executivo.

Para Sondergaard, a economia global está sendo moldada pela área de TI. “O setor é um impulsionador básico do crescimento dos negócios. Como exemplo, observamos que, somente este ano, 350 companhias vão investir mais de 1 bilhão de dólares em tecnologia e elas estão fazendo isso porque essa é a área que tem impacto no desempenho dos negócios.”

“O gestor de ‘infraestrutura do futuro’ tem de ter um perfil mais parecido com um gestor de projetos, um facilitador e não com o de puramente técnico”, afirma Alexandre Vargas, analista de Software da IDC. Segundo ele, será preciso avaliar com seriedade e mais cuidado tecnologias que tragam eficiência e economia imediata para o negócio nesse novo desenho da TI.

fonte: computerworld.uol.com.br

TI e marketing no topo das prioridades das empresas globais para 2012

Dados da pesquisa Decision Dynamics, realizada com 628 executivos dos EUA, Europa e Asia, mostram que, mesmo cautelosas, as empresas esperam aumentar seus investimentos nessas áreas

Silvia Bassi

 

Boa notícia: 2012 não está paralizando os orçamentos das empresas nas áreas de TI, marketing e treinamento, embora a maioria manifeste cautela e preocupação com os primeiros seis meses do ano. Segundo pesquisa realizada pelo jornal Financial Times e pela agência de publicidade B2B Doremus, do grupo Omnicom, com 628 executivos dos EUA, Europa e Asia, a previsão é de aumento cuidadoso nos orçamentos para essas áreas quando comparado com 2011 e ampliação do nível de otimismo quando comparado a 2008.

O estudo Decision Dynamics mostra que a maioria das empresas ouvidas – companhias globais de diversos portes – planeja aumentar os recursos para orçamentos em TI; publicidade e marketing; desenvolvimento e pesquisa; e treinamento. Os aumentos médios ficam em 22% para TI, 12% para treinamento, 11% para pesquisa e desenvolvimento e 10% para publicidade e marketing. O quinto colocado na lista é infraestrutura, com 5% mais recursos que no ano anterior. No item TI, 37% dos entrevistados afirmou ter um orçamento maior este ano e apenas 15% dos executivos ouvidos disse que vai reduzir o orçamento de TI.

A multiplicidade de fornecedores é fator importante e estratégico para todos os entrevistados. A categoria número um em atenção é fornecedor de software, com 27% das respostas, seguida de agências de publicidade, 23%; fornecedores de hardware, 11%, e provedores de telecom, com 10% das respostas. Empresas de consultoria em gestão devem se preocupar: para os entrevistados elas caíram 8% na sua importância estratégica para a companhia.

Corte de custos e aumento de produtividade continuam a ser o objetivo número um para as empresas, seguido de aumento de presença de mercado e competitividade; desenvolvimento de novos produtos e serviços; e expansão para novos mercados.

A pesquisa Decision Dynamics, é realizada desde 2003. Em 2011, 628 executivos foram entrevistados no final de outubro de 2011 e os resultados divulgados em meados de dezembro.  Para mais dados sobre a pesquisa acesse o blog da Doremus.

 

fonte: cio.uol.com.br

Como evitar o chamado ‘choque do futuro’

O que há de errado com a forma como a maioria das empresas cria uma estratégia de negócio?

Kim S. Nash, CIO/EUA

 

Planos de negócio gastam muito tempo concentrados em execução. O problema é que eles não podem ser executados sem uma estratégia completa. Muitas vezes, um plano estratégico é um documento estático. Fazemos uma reunião e o escrevemos, incluindo objetivos, metas, prazos e responsabilidade. E assim permanece até a próxima reunião de planejamento estratégico, onde é revisto e quase sempre, alterado.

Precisamos fazer o plano estratégico vivo nas mentes das respectivas equipes.

Se você perguntar a alguém, “Qual é o seu plano estratégico?” não vamos gostar nada de ouvir: “Só um minuto. Eu vou encontrá-lo no meu computador. “Isso significa que sua equipe não está executando claramente o planejamento estratégico definido pela empresa.

A estratégia tradicional centra-se em planejamento de cenários. “Se isso acontecer, faremos isso. Se não acontecer, faremos aquilo.” Mas as pessoas não conseguem perceber que existem dois tipos de tendências: as mais rígidas e as mais flexíveis. Tendências rígidas são aquelas que acontecerão independente da nossa vontade, quer queiramos ou não. Já as tendências flexíveis podem acontecer ou não, dependendo da nossa ação.

O que é uma tendência rígida?

Há três principais impulsionadores das tendências rígidas: tecnologia, demografia e regulamentação governamental. Quando há uma lei aprovada, preste atenção. Ela é uma tendência rígida que pode abrir oportunidades incríveis.

O que é uma tendência flexível?

Os setenta e oito milhões de baby boomers estão ficando mais velhos e suas necessidades de saúde vão aumentar. Enquanto isso, nos últimos 10 anos, os Estados Unidos registrou uma diminuição do número de pessoas que se tornaram médicos e enfermeiros. Essa situação você pode mudar.

Como líder empresarial, você pode ver uma rota de colisão caso nada seja feito para aumentar a quantidade de médicos e enfermeiros. E a partir daí, traçar cenários de mudança. Isso é planejamento estratégico.

O que acontece se você não conseguir distinguir entre tendências rígidas e flexíveis?

No ano 2000, o governo federal americano previa um superávit orçamentário de trilhões de dólares. Como eles puderam errar tanto? Fácil. Eles estavam olhando só para os números bons. Ou seja, olhando uma tendência flexível como se fosse uma tendência rígida. Como se fosse acontecer com certeza, ignorando outras tendências.

No caso de uma empresa, esse erro pode ser fatal. Por que a Motorola, que foi dominante nos anos 1980 com telefones celulares, perdeu? Trataram digital como uma tendência flexível, apesar de a  migração para o digital estar acontecendo, gostassem eles ou não. Ficaram com o analógico por um longo tempo. Longo demais.  Polaroid e da Kodak também olharam o digital como uma moda. O mesmo aconteceu com a Blockbuster em relação à Netflix. Todas essas empresas não separaram corretamente as tendências flexíveis das tendências rígidas. Até porque a maioria das pessoas protege e defende o status quo.

Outro erro muito comum é ter uma estratégia centrada em vendas e lucros.

Muitos planos estratégicos não passam de planos financeiros disfarçados. O dinheiro não é a bola do jogo, mas a maioria das pessoas o trata como se fosse. Em 2011, 70% do lucro da Apple eram provenientes de produtos que eram impossíveis de serem produzidos quatro anos antes. Considere quatro anos a partir de agora. Pelo menos metade dos seus lucros vêm de coisas que você não está nem fazendo hoje?

Para chegar lá, você precisa de mais do que um plano financeiro. Você precisa de um plano que abranja as tendências corretamente identificadas, que você possa redirecionar a seu favor.

fonte: cio.uol.com.br

Conheça 5 profissões promissoras para 2012

Por Rafael Ferrer, de INFO Online

A área de TI no Brasil está aquecida e as empresas deste ramo procuram profissionais qualificados para preencher as vagas abertas.

O Brasil é o 8º maior mercado de TI do mundo e deve crescer 7,5% em relação a 2010, de acordo com a IDC, consultoria especializada em TI. “Um mês atrás a empresa onde trabalho possuía 60 vagas e procuramos alucinadamente por profissionais com a qualificação exigida”, diz Hamilton Berteli, CTO da Avanade Brasil,  empreendimento conjunto da Accenture e da Microsoft.

Segundo Berteli, a grande oferta de vagas em diversas áreas reflete como o mercado de TI está aquecido. O diretor, com base em pesquisas internas, tendências da tecnologia e estudos de consultorias, acredita que profissionais especializados em determinadas áreas irão se destacar em 2012.

Veja abaixo:

1 – Programador de aplicações móveis – A criação de apps para dispositivos móveis será destaque nos próximos meses, especialmente para os profissionais com conhecimento em linguagem multiplataforma, segundo Berteli. “Haverá grande procura pela tecnologia HTML 5 porque esta plataforma roda em mais de um sistema operacional, seja iOS, Android ou Windows Phone”, diz.

2 – Engenheiro especializado em tecnologias colaborativas – De acordo com o CTO, a implementação de plataformas sociais dentro das empresas é uma forte tendência. “Esta cultura começa a penetrar nas companhias, que estão acostumadas a manter a comunicação apenas por e-mail. Para esta área, o profissional deverá ter conhecimentos em organizações de portais, especializações em Web 2.0 e até biblioteconomia por causa do modelo de busca”, diz.

3 – Inteligência empresarial (BI) – Os profissionais desta área serão requisitados para coletar e organizar qualquer operação que envolva a corporação, inclusive estudos com base em divulgações dos usuários nas redes sociais. “A disparidade gigante de sistemas e dados não estruturados exige a demanda do profissional especializado em Big Data e, principalmente, saber integrar estes dados dentro da visão de inteligência de negócios”, diz Berteli.

4 – Analistas de governança corporativa – Até o ano passado, o forte era a arquitetura orientada a serviços (SOA). Hoje, a atenção está voltada para a segurança dos dados e serviços que estão na nuvem, segundo o diretor. “Os analistas deverão orientar e assegurar a área de negócios, por exemplo, o controle das informações que não estão em casa”, diz.

5 – Gerente de TI e gerente de projetos – Dificilmente estes cargos saem de moda, principalmente por causa das novidades, mas é necessário reciclar o conhecimento, diz Berteli. “A faculdade proporciona parte do conhecimento da área, mas é importante contar com uma boa infraestrutura no local de trabalho, pois o profissional também aprende na prática”, afirma. Além disso, é recomendável realizar treinamentos, participar de simpósios, trocar informações com outros profissionais e obter certificações para provar que domina o assunto, diz o diretor.

fonte: info.abril.com.br

Como justificar um programa de qualidade de dados

O acesso aos dados de qualidade pode ser a diferença entre alcançar ou não uma meta.

Luís Curioso

 

Independentemente do que se venda, desde carros até biscoitos, o acesso aos dados de qualidade é o eixo central de qualquer negócio. Este fator ajuda as empresas a medirem a efetividade das campanhas de marketing, os representantes de vendas a descobrirem e decifrarem tendências de consumo e os executivos a identificarem as oportunidades de redução de custos na cadeia de abastecimento. Tudo isso acontece ao mesmo tempo em que aumentam a eficiência da força de vendas e a produtividade da empresa.

Embora seja uma questão frequentemente ignorada, o acesso aos dados de qualidade pode ser a diferença entre alcançar ou não uma meta. Infelizmente, dados ruins, incompletos ou inexistentes podem impactar e até mesmo paralisar uma empresa. Porém, tudo isso pode ser evitado se você puder montar uma forte justificativa de negócios para melhorar a qualidade dos dados.

Geralmente, as pessoas ficam na dúvida quando questionadas pelos líderes de negócio sobre qual é o ROI (Retorno sobre Investimento) da compra de um produto voltado para qualidade de dados. Em primeiro lugar, não entre em pânico. Na realidade você deveria ficar contente, pois isso significa que a direção decidiu fazer da qualidade dos dados uma potencial vantagem estratégica para o negócio. Este é um modo raro de se começar uma justificativa para um programa de qualidade de dados, pois é incomum encontrar métricas de qualidade de dados estabelecidas ou claramente definidas.

Apesar da abordagem de cima para baixo, geralmente, ser a mais eficiente em última instância, é provável que a necessidade de se trabalhar a qualidade dos dados tenha origem de forma orgânica dentro da empresa. Já a abordagem de baixo para cima, que é a mais comum, oferece uma grande oportunidade para que os funcionários defendam a melhoria dos dados e, como resultado, tenham um impacto positivo no negócio.

A melhoria na qualidade dos dados pode ser aplicada a uma vasta gama de departamentos e unidades de negócios. No entanto, para exemplificar o processo, utilizaremos a área de marketing e vendas para descrever os cinco passos necessários para justificar um programa de qualidade de dados:

1. Entender como a empresa mede a performance e apresentar o ROI da qualidade de dados em termos que as áreas de negócios possam entender

Pode ser óbvio, mas para entender melhor como uma empresa mede a performance, pergunte às pessoas diretamente responsáveis pelas decisões de negócio. Você verificará que a área de marketing pretende, por meio de campanhas mais eficientes, aumentar o nível de conhecimento da marca e a geração de demanda junto ao público. Enquanto isso, a área de vendas falará da importância do aumento da taxa de conversão e da base de potenciais clientes. Depois que você compreender como estes grupos medem a performance, será possível entender em quais áreas as melhorias podem ser feitas.

Com esta informação nas mãos, coloque o ROI da qualidade de dados em termos que os tomadores de decisão possam entender. Por exemplo, descreva que, ao eliminar duplicidades de pessoas, identificar contatos que moram em um mesmo endereço e padronizar e validar os endereços de correspondência, é possível reduzir os custos e aumentar a taxa de conversão das campanhas. Ao tornar mais fácil para as áreas de negócio a visualização da relação direta entre qualidade e maior receita, fica muito mais fácil conseguir apoio para projetos como estes.

2. Assumir a responsabilidade sobre os dados, analisando e identificando anomalias

Uma questão que sempre atropela aqueles que estão em uma cruzada para aumentar a qualidade dos dados é determinar quem é o responsável por este tema: o departamento de TI ou a área de negócios? Dados ruins e a paralisia criada por informações em mau estado podem impactar as áreas de TI e de negócio da mesma forma. Por isso, não se trata de uma questão de exclusividade e é vital que haja colaboração para a limpeza dos dados. É fundamental que todos estejam alinhados para assegurar que os líderes de negócio entendam o impacto que a qualidade dos dados pode ter nos resultados finais da empresa, e que a área de TI compreenda como o negócio usa e mede os dados.

A partir daí, devemos analisar os dados e identificar as anomalias. É nesse momento que uma ferramenta de investigação e classificação de dados será indispensável. Ao classificá-los, é fácil revelar o conteúdo, a qualidade e a estrutura dos dados com esforço mínimo. Este método ajudará a identificar problemas reais com os dados na forma que eles se relacionam com as necessidades dos negócios. Se o grupo de marketing quiser aumentar o impacto de uma campanha de mala direta, a classificação dos dados ajudará a identificar as anomalias, tais como informações inexistentes de endereço ou telefone, referências incorretas, entradas duplicadas para o mesmo contato e problemas de uniformidade. Um pequeno esforço de melhoria dos dados pode impactar dramaticamente o sucesso de uma campanha.

3. Categorizar as anomalias

Uma vez que a análise inicial esteja completa, será necessário colocar as anomalias em categorias. Ao dividir as questões de qualidade de dados em seis grupos, é possível montar a justificativa de investimento ao mesmo tempo em que os resultados tornam-se facilmente digeríveis, tanto para os líderes de TI quanto para as áreas de negócios. As seis categorias são:

- Completude: os dados necessários estão disponíveis? Todos os campos estão preenchidos?

- Conformidade: todos os dados estão no formato especificado? (exemplos: CEP, telefone, CPF)

- Consistência: os atributos interdependentes possuem valores consistentes? (exemplo: o código de moeda é compatível com o país?)

- Precisão: os dados estão dentro do conjunto de valores esperados para cada atributo

- Duplicação: existem múltiplas e desnecessárias versões do mesmo dado?

- Integridade: os relacionamentos entre os dados são válidos?

De uma perspectiva de retorno do investimento, uma vez que os dados estão categorizados, fica muito mais fácil tomar um conjunto apropriado de ações para corrigir os dados ruins. Por exemplo, se uma lista de clientes de marketing demonstra dados de contato imprecisos e incompletos, é fácil justificar que seria mais barato corrigir estas informações do que gastar tempo para pesquisar os dados corretos ou comprar uma nova lista.

Categorizar anomalias permite aos líderes de negócio identificar rapidamente os problemas para poder tomar decisões informadas.

4. Identificar o impacto de negócios das anomalias de dados

Após classificar os dados e identificar as anomalias, é vital trabalhar junto aos tomadores de decisão para entender os efeitos que as anormalidades podem ter sobre o negócio. Exemplificando, um perfil de dados de clientes mostra que 20% dos registros têm números de telefone inoperantes ou apresentam dados inexistentes. Como isso impacta a habilidade de oferecer upgrades ou realizar vendas cruzadas de uma linha de produtos para outra aos clientes já existentes?

Se os líderes das áreas de negócios soubessem, no início do processo, que o teto operacional da sua força de vendas seria de no máximo 80% de eficiência, certamente teriam expectativas diferentes sobre os resultados de suas campanhas.

5. Apresentar a justificativa para o projeto de qualidade de dados

Ao justificar a necessidade de uma iniciativa de qualidade de dados, é importante esclarecer como a falta da qualidade nos dados pode afetar negativamente a eficiência operacional de uma organização e a precisão das decisões de negócios. Com os dados compilados, analisados, categorizados e marcados por anomalias conhecidas, é possível montar facilmente uma justificativa para aumentar as práticas de qualidade de dados.

A cada dia que uma empresa passa convivendo com informações incompletas ou desorganizadas, maiores são as chances dela se tornar vítima da paralisia por conta de informações ruins. Apesar de ter usado marketing e vendas como exemplo, a realidade é que dados ruins levam a decisões de negócio equivocadas e afetam toda a empresa.

Por isso, justificar a necessidade deste tipo de projeto é libertar a sua companhia da defasagem causada por dados em mau estado.

fonte: cio.uol.com.br

Cinco métodos para reter profissionais talentosos

Não espere perder os melhores para fazer da retenção uma estratégia vital para os negócios.

John Reed, da Computerworld/US

 

Profissionais falam sobre seus trabalhos com amigos e colegas, as experiências e impressões e têm mais peso do que qualquer material de recrutamento. Em tempo de economia aquecida e colaboração em alta nas redes sociais, esse  cenário vai se tornar cada vez mais valioso,  já que a busca por talentos cresce em todo o mercado.

Não espere perder um funcionário-chave da equipe para fazer da retenção uma prioridade.

Abaixo, veja cinco formas de manter seus profissionais mais importantes envolvidos e motivados.

1. Forneça as ferramentas adequadas. Profissionais de TI que se sentem prejudicados por tecnologias ultrapassadas ou recursos limitados podem rapidamente se tornarem frustrados e entediados. Isso não significa que a companhia deva dedicar metade do orçamento para implementar as mais recentes soluções e gadgets. Mas isso significa que a companhia deve seletivamente investir em ferramentas que irão manter a equipe desafiada e estimulada. A liberdade para explorar tecnologias emergentes – mesmo aqueles que não têm ainda um benefício de negócios óbvio – pode gerar inovações.

2. Oriente sobre o trabalho deles.
 Certifique-se de que os funcionários entendam o motivo do trabalho deles, não apenas saibam fazê-lo. Lembrar a sua equipe da importância da área em que a atuam para organização como um todo e, por sua vez, o impacto da organização no mercado. Ao iniciar um projeto, por exemplo, explique como cada um poderá ajudar os negócios a atender melhor os clientes e a cumprir as metas.

3. Mantenha o canal de comunicação aberto. Esperar que problemas sejam levados até o seu conhecimento pode gerar aborrecimentos. Solicitar a contribuição construtiva, não apenas no nível do grupo, mas também um a um é uma opção interessante. Se um membro da equipe parece relutante em dividir os problemas, cite um exemplo de uma dificuldade que foi superada, pois foi criada e dirigida desde o início. Mesmo que um obstáculo não possa ser resolvido imediatamente, dê voz aos que podem minimizar os prejuízos.

4. Atualização de remuneração. 
Regularmente, reavalie salários e benefícios para se certificar de que eles estão em linha ou a um passo à frente dos padrões do mercado. Embora o salário não seja o fator mais importante para cada funcionário, pagamento inadequado é o caminho mais comum para anular os esforços de retenção de talentos.

5. Liberte seu potencial.
 Para manter a motivação, os funcionários mais valiosos podem exigir mais liberdade do que possuem hoje. Conceda aos profissionais a liberdade de assumir riscos razoáveis e tentar novas abordagens aos projetos e problemas. Incentive ainda um ambiente em que falha ocasional é vista como um custo necessário para fazer negócios e crescer. Seus melhores funcionários irão gostar do desafio e desenvolver um forte senso de propriedade de seus trabalhos.

Métodos de retenção como esses não giram em torno apenas de incentivar os profissionais mais produtivos. Quando a companhia investe para manter a equipe envolvida – e estabelecendo a organização como um ótimo lugar para trabalhar – torna-se um local em que todos querem atuar.

fonte: cio.uol.com.br

Retenção de talentos continuará a desafiar as empresas em 2012

Com busca por profissionais de TI em alta, CIOs devem criar estratégias para manter a equipe. Veja algumas dicas.

Carolyn Duffy Marsan, do Network World (US)

 

A retenção de pessoal de TI é considerada por analistas do setor um dos maiores desafios dos CIOs em 2012. Três tendências estão trazendo o assunto à tona:

1. A contratação de mão de obra em TI está em ascensão e a concorrência é alta, tentando profissionais com salários elevados e oportunidades de crescimento na companhia.

2. Os profissionais mudam de emprego com frequência, com média de um ano ou dois em uma posição antes de buscar nova oportunidade.

3. Os Baby Boomers estão próximos da aposentadoria.

“Rotatividade de pessoal de TI é provavelmente o meu problema mais importante e tem sido assim nos últimos 12 a 15 meses”, diz Louis Trebino, CIO e vice-presidente sênior da Fox Harry Agency (HFA), provedor de direitos serviços de licenciamento, gestão e royalties para a indústria da música baseado em Nova York.

Trebino diz que tem uma equipe leal de desenvolvedores trabalhando em aplicativos que estão na empresa de cinco a 15 anos. Mas ele está presenciando um turnover significativo de desenvolvedores Java, que ficam na companhia por um ano ou menos. O volume de negócios na equipe de desenvolvimento web está tornando mais difícil para a HFA mudar seu modelo de negócios já que a indústria da música migra cada vez mais para o universo on-line.

“Sem contar com pessoal experiente, o tempo de entrega aumenta”, reflete Trebino. “Isso nos coloca em posição muito desconfortável para ter esse tipo de volume de negócios porque o conhecimento continua caminhando para fora da companhia. Investimos em treinamento de pessoas e com o boom do mercado elas se foram. Essa tem sido minha maior luta e preocupação”, afirma o executivo.

Em 2010, a rotatividade do pessoal de TI em todo o mundo era de apenas 3%. Em 2011 saltou para 5% de acordo com o instituto de pesquisas Gartner. Lily Mok, vice-presidente de pesquisa do Gartner, diz que os CIOs precisam avaliar seus funcionários e descobrir o que é fundamental para o sucesso do departamento de TI e assegurar que as pessoas se sintam valorizadas.

“Você precisa saber quem está saindo e por que eles estão deixando a empresa”, aconselha Lily. “Mesmo se a companhia tiver volume de negócios de 1%, que pode ser demais se esses 1% estão em papéis críticos e têm habilidades críticas.”

Oportunidades de emprego para profissionais de TI devem continuar em alta em 2012, levando mais funcionários-chave a deixar a empresa. “Não esperamos uma desaceleração. A taxa de desemprego em tecnologia é de 4,1%, por isso é um clima muito bom para a TI”, afirma Alice Hill, diretor-gerente do Dice.com, site de empregos.

Uma pesquisa realizada em dezembro pelo Dice.com com 1,2 mil gerentes de TI dos Estados Unidos identificou que 65% dos entrevistados vão contratar profissionais de TI no primeiro semestre de 2012. Um número significativo (27%) planeja ampliar a força de trabalho na área em mais de 20%. A maioria dos empregadores procura profissionais de TI com seis a dez anos de experiência, seguidos por trabalhadores com dois a cinco anos de experiência.

A alta procura está causando falta de mão de obra em muitos locais, aponta a Dice.com. A demanda supera a oferta também para profissionais com habilidades e experiência em virtualização de aplicativos móveis, desenvolvimento e computação em nuvem.

A escassez de profissionais de TI vai piorar a medida que os baby boomers se aposentam, especialmente no setor de governo.

Lily recomenda que os CIOs criem um plano de força de trabalho de dois ou três anos, incluindo profissionais para as funções mais críticas e os riscos para a organização se essas pessoas deixarem a companhia. Ela diz que os CIOs devem fazer um esforço para que os Baby Boomers transfiram seus conhecimentos para os mais jovens antes que se aposentem.

Com sinais de recessão mundial, nem tudo está perdido para os CIOs com orçamentos de TI limitados para 2012 e ainda assim querem manter ou contratar pessoal. Estudos apontam que os profissionais de TI estão dispostos a aceitar corte salarial com horário flexível, incluindo trabalhar remotamente.

“Existem oportunidades em torno de retenção quando você oferece um ambiente de trabalho mais moderno”, diz Lily. “Webcans não são caras. É possível criar uma força de trabalho virtual e dar às pessoas um ou dois dias por semana para trabalhar em casa”, afirma a analista.

fonte: cio.uol.com.br

Seis funções de TI que serão muito bem remuneradas em 2012

Em todo o país, e no exterior, com exceção dos países europeus, as companhias estão competindo por talentos em TI.

Meridith Levinson, CIO/EUA

 

Apesar das previsões sinistras sobre como a computação em nuvem vai reduzir os departamentos de TI, 2012 pode vir a ser um grande ano para alguns profissionais. O próprio modelo de cloud computing criou novas funções para profissionais de TI, e a proliferação de smartphones e tablets despertou demanda por desenvolvedores de software. O mercado de trabalho de TI, que experimentou uma forte recuperação em 2011, após a recessão, deve ser ainda mais brilhante em 2012, apesar dos desafios econômicos globais. Especialmente no Brasil, onde os profissionais mais qualificados já têm salários acima da média mundial para as respectivas funções.

Quer mais uma boa notícia? Em todo o país, e no exterior, com exceção dos países europeus, as companhias estão competindo por talentos em TI. Aqui estão as seis empregos de TI que os especialistas dizem que terão maior demanda e os melhores salários em 2012. A melhor parte: muitos desses trabalhos também são divertidos, sério.

1. Desenvolvedores de aplicativos móveis

Profissionais de TI que possam desenvolver aplicações para dispositivos móveis são commodity em TI hoje em dia. Especialistas em RH concordam que este grupo irá permanecer nesta posição invejável até 2013, como as empresas correndo para adaptar os seus sites e aplicativos para smartphones e tablets.

A demanda por desenvolvedores de aplicativos móveis é óbvia na Dice.com, onde anúncios de emprego para Android e iPhone cresceram 129% e 190%, respectivamente, em relação a 2010. Nos Estados Unidos, um desenvolvedor Android pode exigir entre 70 dólares por hora a 100 dólares por hora em um contrato.

2. Os desenvolvedores de software

Desenvolvedores de aplicativos baseados em PC não devem se sentir desprezados por seus colegas móveis. As empresas precisam de sua quota de Java,. NET, C #, SharePoint, e desenvolvedores web. Java continua sendo uma plataforma quente, por ser aberta, falar com qualquer sistema de back-end, e ser usada em grandes organizações para transferir dados de sistemas legados. Conseqüentemente, a faixa salarial para os desenvolvedores Java nos Estados Unidos parte de 60 mil dólares por ano até 150 mil dóalres por ano, dependendo da experiência. A taxa média dos contratos para os desenvolvedores Java é de 90 dólares por hora. Salários-base para os desenvolvedores Web variam de 61 mil dólares por ano a 99 mil dólares por ano, de acordo com a Robert Half.

3. Designers de UE

Como muitas das empresas estão desenvolvendo aplicativos-se para PCs ou dispositivos móveis, voltados para o cliente, precisam de interfaces com usuário ou designers de UE (User Experience) para garantir aplicações intuitivas e divertidas de usar. A Robert Half afirma que os salários iniciais para os designers de UE vão subir 6,7% em 2012.

4. Profissionais de TI Segurança

Como as ameaças à segurança da informácão e as crescentes violações de dados, as organizações precisam de profissionais de TI que possam afastar ataques de malware e ladrões cibernéticos. A oferta de anúncios de emprego na Dice.com para vários tipos de profissionais de “cibersegurança” aumentaram 141% em 2011 sobre o ano anterior.

Organizações que começam a migrar para o modelo de computação em nuvem também estão estimulando a demanda por profissionais de segurança de infraestrutura, diz Prescient Solutions ‘Irvine. “Ao colocarem aplicativos na nuvem, as empresas têm mais caminhos na Internet”, diz ele. “Eles têm que ter um ambiente mais seguro para controlar entradas e saídas de um ambiente para o outro.”

A Robert Half projeta aumentos de 6% nos salários-base para os analistas de segurança de dados.

5. Arquitetos de Data Warehouse, analistas e desenvolvedores

O desejo das empresas para extrair percepções dos petabytes de dados em seus sistemas de back office impulsionam a demanda por arquitetos de data warehouse, analistas e desenvolvedores. As empresas farão um grande esforço em 2012 para limpar e organizar seus dados para que possam fazer melhor uso deles.

A Robert Half espera que os salários-base para os analistas de data warehouse subam 6,7%, podendo atingir o patamar de 119 mil dólares por ano em 2012. Já os salários dos desenvolvedores de data warehouse poderão ter contratos com taxas variando de 65 dólares a 85 dólares por hora. Arquitetos de data warehouse podem ganhar 160 mildólares por ano ou 80 dólares (ou mais, dependendo da experiência) por hora em contrato.

6. Profissionais de infraestrutura

Computação em nuvem não vai eliminar empregos em infraestrutura. Agora e em 2012, as migrações para cloud computing e Windows 7 migrações aquecem a demanda por engenheiros de rede e administradores de sistemas.

As empresas estão procurando profissionais de TI que possam configurar e gerenciar servidores virtuais e ambientes virtuais de armazenamento, que possam identificar quais aplicações são as mais utilizadas, e que sabem como realocar armazenamento em disco rígido entre as várias aplicações.

Engenheiros de rede devem ver os seus salários subirem 5,8% devido ao aumento da demanda em 2012, para uma faixa de 75 mil dólarea a 108 mil dólares por ano, de acordo com a Robert Half.

Fonte: http://cio.uol.com.br/gestao/2011/12/09/seis-funcoes-de-ti-serao-muito-bem-remuneradas-em-2012/

Redes sociais: empresas passam a estimular o acesso de olho nos resultados

O que era “à toa” passou a ser encarado como “estratégico” – podendo impactar positivamente os negócios

Até bem pouco tempo atrás, principalmente em determinados segmentos de mercado, as empresas buscavam soluções para controlar o acesso de seus colaboradores às redes sociais no ambiente de trabalho. Além de pôr a segurança em risco, temia-se que os profissionais desperdiçassem tempo demais à toa. Mas, o que era “à toa” passou a ser encarado como “estratégico” – podendo impactar positivamente os negócios. 

“Está aumentando de forma acelerada o número de empresas que investem em bons projetos de TI para ter mais mobilidade nas mídias sociais. Se, antes, um profissional só se relacionava com seus pares em eventos corporativos ou nas associações de classe, hoje esse contato é diário, dinâmico e tem grande poder de influência. Quem faz parte de Facebook, LinkedIn, Twitter e YouTube, por exemplo, cria um outro tipo de relacionamento, que certamente se estende para muito além dos amigos e parceiros de negócios. Hoje, o que se fala sobre um produto ou serviço numa rede social pode impactar a opinião de um número enorme de pessoas. Daí sua importância crescente”, diz Virgínia Delfino, analista de marketing da UNIONE – empresa de tecnologia e serviços com sede em Alphaville, São Paulo. 

Estudos promovidos pela IDG comprovam que o uso das redes sociais por profissionais de TI também está crescendo. Mais do que atualizar informações no Facebook, eles têm utilizado a rede para compartilhar informações, novidades sobre produtos, divulgar blogs e até mesmo publicar o passo a passo para utilização de determinados aplicativos etc. 

Para Virgínia, tanto os profissionais de TI quanto seus clientes institucionais têm percebido o potencial das redes sociais e tentado acompanhar as evoluções com passos largos. “Com esse grau de proximidade que se cria com um grupo cada vez maior de pessoas, muitos consumidores se transformaram em fãs de determinadas marcas, atuando tanto como agentes de marketing, como controladores de qualidade. E não tem pesquisa de mercado mais eficiente e capaz de dar uma resposta mais rápida do que as redes sociais”. 

Em relação aos profissionais de TI, a analista de marketing da UNIONE é taxativa: “Uma vez que o departamento de TI desenvolve uma infraestrutura eficiente e segura, é o departamento de marketing que explora todas as potencialidades do Facebook, do LinkedIn e do Twitter. Por outro lado, toda essa transformação tem favorecido a essas equipes dedicadas ao desenvolvimento tecnológico ampliar seus horizontes, expandindo também as aplicações existentes de forma a agregar mais valor ao negócio. Há muita informação estratégica que precisa ser canalizada e transformada em dados práticos para as empresas. Trata-se de um novo desafio para as equipes de TI”. 

Em relação à segurança da informação, Virgínia acredita que será um desafio sempre maior e bastante complexo para o pessoal de TI. “Não basta criar sistemas que identificam as informações estratégicas e canalizam para ações concretas. É preciso criar dispositivos de segurança que previnam os ataques e inclusive a perda desses dados fundamentais para o aumento de valor e competitividade das empresas. Além disso, é preciso que o departamento de TI conquiste os usuários finais para que cada um seja responsável na utilização das redes e possa agir como um soldado apto a defender seu território. Só assim os ganhos com as redes sociais representarão um ganho imensurável para o mundo corporativo”. 

Fontes: Virgínia Delfino, analista de marketing da Unione – http://www.unione.com.br/ / http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=7435

O país não vai parar

Ao contrário do que dizem os alarmistas de plantão, o ciclo de crescimento da economia brasileira não foi interrompido – e deverá ser ainda mais vigoroso em 2012

Mariana Queiroz Barboza

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A TODO VAPOR
Obras como as hidrelétricas de Santo Antônio (foto) e Jirau geraram 25 mil empregos

Assim que o governo divulgou o crescimento zero do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre, a ala dos catastrofistas tratou logo de entrar em ação. Não faltaram prognósticos negativos a respeito da economia do País e houve até quem falasse em risco de recessão no futuro próximo. Apesar do esforço dos alarmistas para provar o contrário, o ciclo do crescimento não foi interrompido. O Brasil não parou – e não vai parar. “Aqueles que, no início do ano, disseram que nós teríamos graves problemas diante do encolhimento do mercado internacional não foram corretos nas suas previsões”, disse a presidenta Dilma Rousseff. “O resultado trimestral não é esse monstro todo que estão imaginando”, afirma Jorge Abrahão, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Tem muito a ver com o momento de precaução que estamos vivendo na economia global e reflete as medidas de contenção do crédito tomadas no início do ano.”

Basta um olhar mais atento nos números de 2011 para perceber que o pessimismo não se justifica. O PIB deve encerrar o ano com alta de 3%, o que está muito longe de representar uma tragédia. A inflação continua controlada, empregos estão sendo gerados, as exportações batem recordes históricos e a renda das famílias segue em processo de expansão (leia quadro). Um dos principais termômetros do vigor da economia de um país, o setor de consumo só traz boas notícias. Em 2011, o comércio brasileiro deve crescer 7% em relação a 2010, marca comparável à performance chinesa. Para o fim do ano, as estimativas são ainda mais animadoras. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) calcula que o comércio paulista deve movimentar R$ 33,86 bilhões em dezembro, o equivalente a R$ 3 bilhões a mais do que foi gasto no mesmo mês do ano passado. Presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Rogério Amato faz uma interessante ponderação. “O número é ainda mais expressivo quando se considera a base alta do ano passado.” Ou seja, os brasileiros estão confiantes para comprar e, assim, alimentar o crescimento da economia.

Entre o empresariado, não são poucas as vozes que discordam dos alarmistas de plantão. “Tenho absoluta certeza de que o Brasil terá um ano muito positivo em 2012”, diz Marcelo Odebrecht, presidente da construtora Odebrecht, uma das maiores do País. “Tivemos um 2011 excepcional, o que me deixa ainda mais otimista com os rumos da economia brasileira”, afirma Rômulo Dias, presidente da Cielo, empresa líder no mercado nacional de cartões e que até a semana passada estava em primeiro lugar na lista das maiores altas de ações cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Na indústria automobilística, enquanto os europeus passam por forte retração e os americanos comemoram pequenas aceleradas na venda de carros, os brasileiros contabilizam recordes. Presidente da Audi, marca que em 2011 comemorou um avanço de impressionantes 70% na venda de automóveis, Paulo Sérgio Kakinoff define assim o desempenho de sua companhia no ano: “Foi espetacular.”

Não faltam motivos para supor que, em 2012, os números da economia brasileira possam vir ainda mais fortes. Além dos juros menores, conforme prevê a maioria dos economistas, do crédito em expansão e dos incentivos fiscais, está previsto para janeiro um reajuste de 14% no salário mínimo, o que trará impactos significativos à renda dos trabalhadores e aposentados. Nesse ciclo, o mercado interno seguirá aquecido. “Só uma catástrofe externa pode afastar o País do crescimento que o governo projeta”, diz Jorge Abrahão, do Ipea. Mesmo no caso de forte retração global, grandes investimentos em obras de infraestrutura não serão paralisados. Vale lembrar, nos próximos quatro anos o Brasil vai sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada – o que certamente vai exigir uma avalanche de recursos. Além disso, algumas das maiores obras de engenharia do planeta estão sendo executadas no Brasil. As hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, para citar apenas alguns exemplos, consumiram recursos de R$ 29 bilhões e geraram 25 mil empregos. Isso sem falar em Belo Monte, que ainda não deslanchou, e em outras obras do PAC. Que crise é essa? 

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Fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/182285_O+PAIS+NAO+VAI+PARAR