As competências mais desejadas no gestor de TI


Fonte: http://cio.uol.com.br/carreira/2009/11/20/as-competencias-mais-desejadas-no-gestor-de-ti/

Os CIOs precisam equilibrar conhecimento
técnico e de negócios, com uma boa capacidade de comunicação, gestão de pessoas
e um perfil inovador

CIO Brasil

Quanto mais a empresa considera a TI como uma área estratégica, menos
valoriza competências
técnicas para o CIO. Isso não significa, no entanto, que o gestor da área de
tecnologia da informação pode se dar ao luxo de deixar de lado os conhecimentos
específicos da sua área.

Assim como os super-heróis das histórias em quadrinho, o CIO precisa ter
várias identidades. No momento em que ele está sentado em frente ao board, deve
assumir uma postura e um discurso totalmente orientados aos negócios. Já quando
encontra-se na mesa de negociação com fornecedores ou conversa sobre o escopo de
um determinado projeto com sua equipe, tem de resgatar a bagagem de
conhecimentos técnicos.

Essa multiplicidade de visões também se aplica às competências exigidas dos
CIOs. Isso porque, além da identidade técnica e de negócios, os profissionais
são cobrados por sua capacidade de atender às demandas das diversas áreas da
companhia e por gerenciar a equipe de TI e os fornecedores. Além disso, eles
precisam encontrar tempo para idealizar produtos e serviços inovadores.

Equilibrar essas diferentes tarefas representa um fator crucial para o
sucesso dos gestores de TI. Prova disso é que muitos CIOs foram demitidos
ou deixaram a companhia no período de crise por conta da dificuldade em se
adequar às novas expectativas das organizações, de acordo com a vice-presidente
da consultoria Gartner para América Latina, Ione Coco.

A seguir, seguem as competências essenciais para os CIOs, na visão de
especialistas e de profissionais que atuam no setor:

Conhecimento do negócio – Por mais interessantes que as tecnologias
pareçam para a equipe de TI, os argumentos técnicos não podem ser utilizados
para justificar um projeto para a diretoria e as demais áreas da organização.
Assim, os CIOs devem conhecer a fundo o negócio da companhia para entender como
as iniciativas da sua área estão alinhadas aos objetivos da organização e quais
os resultados práticos esperados.

“Um projeto de TI é um investimento como qualquer outro da empresa e, em
muitas ocasiões, pode inclusive concorrer com as demais áreas”, afirma o gerente
de sistemas da Basf no Brasil, Ricardo Crepaldi. “Uma reestruturação de parque
tecnológico, por exemplo, necessita estar alinhada à necessidade de crescimento
da empresa. Não faz mais sentido trocar só por trocar.”, acrescenta o
executivo.

Capacidade de comunicação – No dia-a-dia das
organizações, boa parte das atividades de TI passa despercebida pelos
funcionários da companhia. Na realidade, o CIO e a sua equipe só são lembrados
em situações negativas, como quando o sistema cai ou o computador para de
funcionar. Com isso, a imagem do trabalho da área de tecnologia da informação
fica prejudicada dentro das organizações. E o pior, essa percepção chega até o
board da companhia, o que reflete diretamente no humor de investimentos em novos
projetos.

O CIO que pretende reverter essa situação precisa estar preparado a
estruturar uma melhor comunicação de sua área com todos os stackeholders da
organização. Para tanto, precisa investir em ferramentas que o ajudem a divulgar
as iniciativas de TI a toda a companhia, bem como criar um canal para que os
diversos usuários consigam expressar opiniões sobre produtos e serviços
oferecidos pela equipe de tecnologia.

Gestão de pessoas – Os resultados da área de TI também estão
diretamente relacionados à capacidade que o CIO tem para recrutar, reter e
desenvolver seus colaboradores. Assim, a sócia da consultoria brasileira Career
Center – especializada em gestão estratégica e recolocação profissional –, Karin
Parodi, aconselha que esses profissionais estejam atentos à gestão de pessoas e
não deleguem essa função apenas para a área de recursos humanos.

Essa capacidade de gestão e motivação das equipes é essencial a qualquer
profissional em posição de liderança, mas tende a ser ainda mais crítica na TI,
uma vez que trata-se de um setor no qual faltam pessoas capacitadas e, portanto,
a retenção de talentos é essencial.

Perfil inovador – Quando buscam um profissional para ocupar a posição
de CIO, as empresas buscam pessoas com postura voltada à inovação, de acordo com
a diretora de TI e telecom da consultoria brasileira de recrutamento de
executivos Fesa, Ana Luiza Loureiro Segall.

“Na prática, isso seria, por exemplo, representado por um CIO que, antenado
aos lançamentos do mercado no qual atua, percebe uma nova maneira de se
relacionar com os clientes e leva essa sugestão à área de marketing”,
exemplifica Ana Luiza.

Conhecimento técnico – Um levantamento realizado pela consultoria
norte-americana Diamond Management & Technology apontou que um dos pecados
que o CIO comete é distanciar-se do conhecimento técnico. De acordo com o
estudo, sem essa habilidade, o profissional não consegue saber como o
departamento de TI pode contribuir com as demais áreas da organização e não
consegue liderar sua própria equipe.

Na mesma linha, uma pesquisa
realizada pelo diretor de tecnologia da informação da Halliburton no Brasil,
Etienne Vreus, com 111 gestores de TI de empresas brasileiras, aponta que o
conhecimento técnico é uma das sete competências essenciais ao CIO atualmente.

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